Presidente da Abril faz crítica suave à economia
Fábio Barbosa, que também comandou a Febraban, o Santander, além do ABN-Amro, diz que problemas não são difíceis de resolver e que solução está em melhor diálogo do governo com o setor privado para que investimento seja liberado
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247 – Em uma leitura mais realista do que a fornecida pela revista ‘Economist’, o presidente do Grupo Abril, Fabio Barbosa, reconhece que o Brasil opera em condições menos favoráveis, mas acredita que a solução para economia esteja no diálogo entre governo e setor privado.
Barbosa é especialista na área. Comandou também Febraban (2007) e Santander (2007-10), além do ABN-Amro; e há três meses sucedeu FHC no comando da Fundação Osesp, organização social que mantém contrato com o governo do Estado para gestão da orquestra sinfônica e da Sala São Paulo.
Em entrevista à Folha, ele também faz um balanço da mídia e do Grupo Abril. Leia trechos:
Economia
O Brasil opera em condições menos favoráveis que nos primeiros anos deste século. Há décadas convivemos com um problema de baixo investimento, dada a limitada capacidade de investimento do Estado. Agora o governo está se abrindo para concessões no setor privado em infraestrutura, que é justamente o maior gargalo. Os leilões e as concessões mais recentes mostram que o governo ainda busca equilíbrio entre a proposta de atrair capital privado sem onerar demasiadamente o usuário da infraestrutura.
Crescimento
A economia cresceu, incorporando um contingente importante de novos consumidores, o que nos leva a esse gargalo. O Brasil tem problemas, mas que não são tão difíceis de resolver. O tema central é a produtividade, pois estamos vivendo o chamado bônus demográfico --nem tantos aposentados e nem tantos jovens. Portanto seria o momento certo para o país crescer e enriquecer, antes de envelhecer. Daí o incômodo com o crescimento baixo.
Governo
O governo identificou a necessidade de trazer o setor privado para investir. Mas ainda não houve um entendimento sobre as condições aceitáveis para que saia o investimento. Essa compreensão está atrasando e é um diálogo fundamental.
Mídia
O papel da mídia enquanto instituição de informação e credibilidade continua inalterado. Agora, chegar ao leitor é algo que mudou, e temos que nos preparar para estar onde ele quiser, com a plataforma e linguagem adequada. Não importa se é papel, tablet ou móvel. O que importa é que existe gente interessada em se comunicar com a marca.
Editora Abril
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