Pós-prisão mostra erro de Lula ao não se exilar
O jornalista Bepe Damasco ressalta que o cenário de ódio e insegurança produzidos após a prisão de Lula justificaria o exílio que não foi realizado; para Damasco, "há uma nítida distinção entre ser considerado um foragido da justiça ou um refugiado político"; o jornalista acrescenta: "desde quando se tornou de um obviedade cristalina que a prisão de Lula era o objetivo final da caçada criminosa empreendida pelas instituições corrompidas do Estado, passei a ver no asilo político em uma embaixada como o melhor caminho a ser seguido"
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247 - O jornalista Bepe Damasco ressalta que o cenário de ódio e insegurança produzidos após a prisão de Lula justificaria o exílio que não foi realizado. Para Damasco, "há uma nítida distinção entre ser considerado um foragido da justiça ou um refugiado político". O jornalista acrescenta: "desde quando se tornou de um obviedade cristalina que a prisão de Lula era o objetivo final da caçada criminosa empreendida pelas instituições corrompidas do Estado, passei a ver no asilo político em uma embaixada como o melhor caminho a ser seguido".
"Em artigo recente, tracei um paralelo com o exílio na Inglaterra do estadista francês Charles de Gaulle, durante a Segunda Mundial. Mesmo do outro lado do Canal da Mancha, pelo rádio, ele liderou a resistência francesa até a vitória contra a ocupação nazista, cuja expressão institucional era o governo colaboracionista de Vichy, até hoje uma mancha na história da França.
Imagina o estrago nas hostes inimigas nativas que Lula causaria através da utilização do arsenal de tecnologias de comunicação que o mundo moderno dispõe? Sua reconhecida genialidade como comunicador certamente reverberaria pelos quatro cantos do Brasil, impulsionada por uma enorme rede popular e democrática que se formaria para escoar a fala da maior liderança do país.
Às vésperas de completar um mês encarcerado, submetido a um isolamento inaceitável e tendo seus direitos de custodiado pelo Estado seguidamente violados por uma juíza alinhada com Moro, a cada dia fica mais evidente que o ex-presidente cometeu, quem sabe, o erro político mais grave de sua trajetória política impecável em defesa da igualdade, da democracia, da soberania popular e da classe trabalhadora."
Leia a íntegra do artigo de Bepe Damasco em seu blog.
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