Pomar sobre Ciro: ‘esquerda como núcleo moral não a la Gramsci, mas a la Moro’
O historiador e dirigente do PT Valter Pomar faz uma análise detalhada da entrevista concedida por Ciro Gomes à revista americana Americas Quarterly, em 14 de junho de 2018; Pomar comenta resposta a resposta do presidenciável brasileiro e questiona premissas, conceitos e pressupostos
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247 – O historiador e dirigente do PT Valter Pomar faz uma análise detalhada da entrevista concedida por Ciro Gomes à revista americana Americas Quarterly, em 14 de junho de 2018. Pomar comenta resposta a resposta do presidenciável brasileiro e questiona premissas, conceitos e pressupostos.
“É incrível, mas continua existindo gente de esquerda acreditando que Ciro Gomes é ou deveria ser o candidato de unidade da esquerda brasileira (...) Como é natural sendo quem é, a revista começa perguntando sobre a relação que Ciro pretende manter with the market, with investors, especially foreign investors. [com o mercado, com investidores, especialmente investidores estrangeiros].
(...)
“Cabe perguntar: alguma vez tivemos, no Brasil, um “governo de esquerda”? De 2003 a 2016, tivemos um “governo de esquerda”? Ou o que tivemos foi um governo de centro-esquerda? A inconsistência política e lógica é tamanha, que o raciocínio só faz sentido se “traduzirmos” assim o que Ciro disse: os golpistas do Brasil não suportam nem mesmo um governo de centro-esquerda. Meu projeto é de centro-direita (Portanto, Ciro não "erra" por tentar repetir em 2018 o que Lula teria feito em 2002. Nem "erra" por atacar o PT e Lula. Sua tática e suas alianças são compatíveis e "corretas" quando se percebe sua política de centro-direita. E sua afirmação de que partidos de esquerda seriam o núcleo "moral" da aliança não deve ser lida a la Gramsci, mas a la Moro).
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