Podemos tirar se achar melhor II: Reuters tira Aécio e Bolsonaro de título sobre emendas

Reportagem da Reuters sobre distribuição de verbas de emendas pelo governo Temer é republicada numa versão corrigida, mas incluindo a orientação da edição: "retira do título Bolsonaro e Aécio como líderes de repasses deste ano"; o mesmo fato aconteceu em 2015, quando numa entrevista com FHC, a agência deixou a seguinte orientação de edição, em referência a propinas que eram recebidas na Petrobras desde o governo tucano: “Podemos tirar, se achar melhor”

Reportagem da Reuters sobre distribuição de verbas de emendas pelo governo Temer é republicada numa versão corrigida, mas incluindo a orientação da edição: "retira do título Bolsonaro e Aécio como líderes de repasses deste ano"; o mesmo fato aconteceu em 2015, quando numa entrevista com FHC, a agência deixou a seguinte orientação de edição, em referência a propinas que eram recebidas na Petrobras desde o governo tucano: “Podemos tirar, se achar melhor”
Reportagem da Reuters sobre distribuição de verbas de emendas pelo governo Temer é republicada numa versão corrigida, mas incluindo a orientação da edição: "retira do título Bolsonaro e Aécio como líderes de repasses deste ano"; o mesmo fato aconteceu em 2015, quando numa entrevista com FHC, a agência deixou a seguinte orientação de edição, em referência a propinas que eram recebidas na Petrobras desde o governo tucano: “Podemos tirar, se achar melhor” (Foto: Charles Nisz)


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247 - O fenômeno do 'podemos tirar se achar melhor' voltou a acontecer numa matéria da agência Reuters nesta quarta-feira 5.

Em uma reportagem exclusiva sobre a liberação de R$ 4 bilhões em emendas por Michel Temer para tentar evitar que a Câmara aprove o prosseguimento de investigação contra ele, a Reuters destacou no título que Aécio Neves (PSDB-MG) e Jair Bolsonaro (PP-RJ) são os maiores destinatários dessas verbas.

Numa nova versão da reportagem publicada posteriormente, os editores não só retiraram os nomes do senador e do deputado do título como mantiveram a orientação de edição, entre outras correções: "retira do título Bolsonaro e Aécio como líderes de repasses deste ano".

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Em uma matéria publicada em 2015, a Reuters entrevistou o ex-presidente FHC. No texto, havia uma declaração de Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da estatal, dizendo que havia começado a receber propina ainda em 1997, no segundo mandato do tucano.

Entre o sexto e o sétimo parágrafos, logo após a citação de Barusco, aparecia entre parênteses a observação “Podemos tirar, se achar melhor”, mantida por um lapso dos editores da agência de notícias.

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