PML: FHC é o homem da máscara de ferro do PSDB

Jornalista Paulo Moreira Leite afirma que "louvações a presença de Fernando Henrique Cardoso na campanha de Aécio Neves lembram lenda da França do século XVII sobre monarca aprisionado pelo próprio irmão"; "FHC é o homem da máscara de ferro do PSDB. Em pleno século XXI, tenta-se fazer o eleitor acreditar que ele se tornou prisioneiro dos próprios colegas de partido, que teriam decidido esconder o ex-presidente dos eleitores pelo receio de serem ofuscados pelo prestígio de Fernando Henrique", afirma

Jornalista Paulo Moreira Leite afirma que "louvações a presença de Fernando Henrique Cardoso na campanha de Aécio Neves lembram lenda da França do século XVII sobre monarca aprisionado pelo próprio irmão"; "FHC é o homem da máscara de ferro do PSDB. Em pleno século XXI, tenta-se fazer o eleitor acreditar que ele se tornou prisioneiro dos próprios colegas de partido, que teriam decidido esconder o ex-presidente dos eleitores pelo receio de serem ofuscados pelo prestígio de Fernando Henrique", afirma
Jornalista Paulo Moreira Leite afirma que "louvações a presença de Fernando Henrique Cardoso na campanha de Aécio Neves lembram lenda da França do século XVII sobre monarca aprisionado pelo próprio irmão"; "FHC é o homem da máscara de ferro do PSDB. Em pleno século XXI, tenta-se fazer o eleitor acreditar que ele se tornou prisioneiro dos próprios colegas de partido, que teriam decidido esconder o ex-presidente dos eleitores pelo receio de serem ofuscados pelo prestígio de Fernando Henrique", afirma (Foto: Valter Lima)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247 - O jornalista Paulo Moreira Leite afirma na postagem mais recente da sua coluna no site da Istoé que "louvações a presença de Fernando Henrique Cardoso na campanha de Aécio Neves lembram lenda da França do século XVII sobre monarca aprisionado pelo próprio irmão". 

"FHC é o homem da máscara de ferro do PSDB. Em pleno século XXI, tenta-se fazer o eleitor acreditar que ele se tornou prisioneiro dos próprios colegas de partido, que teriam decidido esconder o ex-presidente dos eleitores pelo receio de serem ofuscados pelo prestígio de Fernando Henrique. Eu acho ótimo que Fernando Henrique esteja presente à campanha de 2014. Irá silenciar o coro interesseiro que sempre apontou a presença de Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de Dilma como sintoma de que o PT queria instalar um regime bolivariano no Brasil", diz.

Abaixo o texto na íntegra:

continua após o anúncio
O HOMEM DA MÁSCARA DE FERRO DO PSDB

|Louvações a FHC lembram lenda da França do século XVII sobre monarca aprisionado pelo próprio irmão

Os elogios a presença de Fernando Henrique Cardoso na campanha de Aécio Neves ameaçam transformar o ex-presidente numa versão tropical do Homem da Mascara de Ferro.

continua após o anúncio

Personagem de uma lenda política da França do século XVII que acabou transplantada para um episódio dos Tres Mosqueteiros, a estória diz que o Luís XIV tinha um irmão gemeo. Para evitar que ele resolvesse lutar pelo trono, o Rei Sol resolveu trancafiá-lo em masmorroas impenetráveis e sombrias, escondendendo sua verdadeira identidade com uma máscara de ferro que mal lhe permitia respirar ou se alimentar.

FHC é o homem da máscara de ferro do PSDB. Em pleno século XXI, tenta-se fazer o eleitor acreditar que ele se tornou prisioneiro dos próprios colegas de partido, que teriam decidido esconder o ex-presidente dos eleitores pelo receio de serem ofuscados pelo prestígio de Fernando Henrique.

continua após o anúncio

Eu acho ótimo que FErnando Henrique esteja presente à campanha de 2014.
Irá silenciar o coro interesseiro que sempre apontou a presença de Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de Dilma como sintoma de que o PT queria instalar um regime bolivariano no Brasil.

Sua participação dará um pouco de memória à disputa, permitindo ao eleitor estabelecer os troncos políticos de cada concorrente.
Em nossa quinta eleição presidencial por voto direto desde 1989, essa continuidade é um avanço na construção de um sistema de partidos representativos, com história e alguma coerência.

continua após o anúncio

A dúvida é sobre o efeito FHC sobre os eleitores.
Em certa medida, este papel parece claro. O ex-presidente tentará acentuar a tensão e o descontentamento de parte
da elite economica do país com o governo Dilma. Tentará emprestar a Aécio uma parte da crediblidade que possui.

Longe das urnas, até Dilma Rousseff reconheceu méritos no governo de FErnando Henrique.

continua após o anúncio

Na prática, a dúvida é saber se FHC ajuda a ganhar votos, pois é para isso que as pessoas sobem no palanque, não é mesmo?

Em 2002, José Serra conseguiu atravessar a campanha inteira sem pronunicar um único elogio a FHC.
Em 2006, Geraldo Alckmin manteve o ex-presidente na sombra até que o próprio Lula, no debate pela TV no segundo turno, colocou Fernando Henrique em discussão, ao lembrar as privatizações. Alckmin perdeu o equilíbrio e as últimas esperanças de gerar calor na corrida na reta final.

continua após o anúncio

Fernando Henrique criou o real, defendeu a moeda e fez um governo que teve muitos méritos.
Ganhou duas eleições no primeiro turno, o que Lula nunca conseguiu.

Mas FHC deixou o Planalto em ambiente de catástrofe, coisa que nunca se viu depois dele.
A inflação se aproximava dos dois dígitos. O Real descia para um fundo de poço que transformava a "moeda forte" em motivo de piada do povo e pesadelo dos empresários, nocauteados pelas dívidas em moeda estrangeira.
FHC deixou o Planalto com a popularidade negativa em 13 pontos. Dilma Rousseff caiu nos protestos de junho. Mas se recuperou em poucos meses.

continua após o anúncio

Fernando Henrique não.

Ocorreu um dado mais grave, que complicou tudo. Lula não fez sua parte para ajudar na recuperação de FHC.Não criou o efeito "eu era feliz e não sabia" que tantos analistas adversários ofereciam como mercadoria garantida.

Recebido pelo mercado com os piores pressságios, inclusive um cálculo do Goldman Sachs, chamado " lulômetro", que media o impacto negativo das declarações do candidato do PT sobre a economia, Lula fez um governo indiscutivelmente melhor do que o antecessor. A economia cresceu o dobro: 4,4 por ano, em média, contra 2,2%. A renda foi distribuída. Os gastos sociais se multiplicaram e o mercado interno ganhou impulso como nunca se viu. O desemprego caiu.
E se havia uma conjuntura externa favorável, seria desonesto ignorar as diversas medidas de política economica do governo Lula que tiveram um impacto positivo na economia. FHC também teve conjunturas favoráveis -- e aproveitou menos. Também teve conjunturas desfavoráveis -- e reagiu pior. A economia de Dilma, de quem os cronistas reclamam o tempo inteiro, fechou 2013 um pouquinho melhor que a média de FHC: 2,3%. Mas o desemprego sempre foi melhor. A distribuição de renda também. A redução da desigualdade prosseguiu.

A maldade e a inveja são elementos conhecidos da política. Mas é essa memória que atrapalha FHC.

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247