PML: “Com a Lava Jato, jornalistas passaram à bajulação direta”

Premiado neste ano com o segundo lugar do Prêmio Jabuti na categoria Reportagem e Documentário, com o livro "A Outra História da Operação Lava Jato", o jornalista Paulo Moreira Leite diz em entrevista ao DCM que "o segundo lugar mostrou que há espaço no Brasil para se debater a Lava Jato, operação que tem sido tratada em clima de festa patriótica"; para ele, "a mídia ajudou a criar a crise de representação em que o país se encontra. Hoje a base é a noção absurda de que os políticos não prestam e a política é uma atividade essencialmente suspeita e criminosa"

Premiado neste ano com o segundo lugar do Prêmio Jabuti na categoria Reportagem e Documentário, com o livro "A Outra História da Operação Lava Jato", o jornalista Paulo Moreira Leite diz em entrevista ao DCM que "o segundo lugar mostrou que há espaço no Brasil para se debater a Lava Jato, operação que tem sido tratada em clima de festa patriótica"; para ele, "a mídia ajudou a criar a crise de representação em que o país se encontra. Hoje a base é a noção absurda de que os políticos não prestam e a política é uma atividade essencialmente suspeita e criminosa"
Premiado neste ano com o segundo lugar do Prêmio Jabuti na categoria Reportagem e Documentário, com o livro "A Outra História da Operação Lava Jato", o jornalista Paulo Moreira Leite diz em entrevista ao DCM que "o segundo lugar mostrou que há espaço no Brasil para se debater a Lava Jato, operação que tem sido tratada em clima de festa patriótica"; para ele, "a mídia ajudou a criar a crise de representação em que o país se encontra. Hoje a base é a noção absurda de que os políticos não prestam e a política é uma atividade essencialmente suspeita e criminosa" (Foto: Gisele Federicce)


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247 - Premiado neste ano com o segundo lugar do Prêmio Jabuti na categoria Reportagem e Documentário, com o livro "A Outra História da Operação Lava Jato", o jornalista Paulo Moreira Leite considera que "o segundo lugar mostrou que há espaço no Brasil para se debater a Lava Jato, operação que tem sido tratada em clima de festa patriótica".

A declaração foi feita ao jornalista Pedro Zambarda de Araujo, em entrevista ao Diário do Centro do Mundo (DCM). A obra foi publicada originalmente em 2015 e trouxe dois textos inéditos após o processo de impeachment de Dilma Rousseff.

"O prêmio, assim, mostra a credibilidade que a mídia eletrônica adquiriu. Mostra que a liberdade de nossos textos, a pluralidade, que se vê cada vez menos na mídia do pensamento único, produz qualidade", opina PML.

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Em crítica à cobertura da imprensa nesse cenário, ele diz que "a mídia ajudou a criar a crise de representação em que o país se encontra. Hoje a base é a noção absurda de que os políticos não prestam e a política é uma atividade essencialmente suspeita e criminosa".

"Acredito que os jornalistas perderam o espírito crítico e passaram à bajulação direta. Eles ficam impacientes diante de acusados que lembram seus direitos de defesa. Para usar uma expressão do Sérgio Moro, serviram de instrumentos de 'deslegitimação' da classe política, num país onde as instituições democráticas têm sido fragilizadas barbaramente ao longo da história", diz.

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