Piauí resume 2015: o ano do beijo Cunha-Temer
Acossado pelas investigações da Lava Jato, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), colocou uma obsessão em sua mente: não cair sozinho; assim, ele fechou um pacto com o vice Michel Temer para levar adiante o impeachment da presidente Dilma Rousseff; beijo da morte contra a democracia foi retratado na capa da revista Piauí de janeiro; ontem, no entanto, o ministro Jaques Wagner disse que quem deve cair é Cunha – e não a presidente Dilma
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247 – A edição de janeiro da revista Piauí retrata na capa o beijo da morte contra a democracia, entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB).
Acossado pelas investigações da Lava Jato, Cunha colocou uma obsessão em sua mente: não cair sozinho. Assim, o deputado fechou um pacto com Temer para levar adiante o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Neste mês, Cunha aceitou o pedido de abertura do processo de impeachment contra Dilma depois que o PT anunciou que votaria contra ele no Conselho de Ética, onde corre processo que pode resultar em sua cassação.
Temer, por sua vez, enviou a Dilma uma carta em que relata ser um vice "decorativo" e chora pitangas por não ter sido, por exemplo, convidado para um reunião com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, entre outras mágoas.
Nesta quarta-feira 30, o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que quem deve cair é Cunha – e não a presidente Dilma. "O futuro de Eduardo Cunha está na mão do Conselho de Ética, e não na minha mão ou da presidente", afirmou. "Dilma não vai cair, porque a economia vai se acertar", assegurou o ministro.
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