Pezão se diz indignado com Cabral: “ele decidiu se voltar pra mim na 13ª condenação”
Ex-governador do Rio aponta ainda que as delações que envolvem seu nome são “combinadas”: “não tenho dúvida, tenho certeza”
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247 - Solto no último dia 11 de dezembro da Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, o ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão demonstrou em entrevista ao jornal O Globo sua decepção e indignação com seu ex-aliado - e de quem era vice-governador - Sérgio Cabral.
“Tem hora que fico triste, indignado, decepcionado, mas assim, graças a Deus eu não guardo ódio, rancor e raiva de ninguém. Sou desprovido disso, graças a Deus. Vejo que ele está tentando se defender. Só resta a cereja do bolo que sou eu”, declarou.
“Ninguém falou de mim, só o grupo do Sérgio (Cabral). O Sérgio mesmo, só depois do 14º depoimento. Antes, ele me chamava de homem probo, honesto e correto. Depois da 13ª condenação, ele começou a se juntar com o Carlos Miranda (operador de Cabral), aquele que o Sérgio chamou de amarra-cachorro dele, que disse que não valia nada”, disse ainda.
Ele aponta com estranheza alguns depoimentos: “Um exemplo: o Sérgio admitiu que recebeu R$ 50 milhões da Fetranspor e depois começou a dizer como distribuiu o dinheiro. Até que na hora de somar, o (Marcelo) Bretas o alertou: ‘Sérgio, isso aqui já está em R$ 54 milhões’”.
Perguntado se achava que as “delações são combinadas”, respondeu: “Não tenho dúvida nenhuma. Tenho certeza”.
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