Para a alemã Der Sipegel, assume no Brasil o homem das sombras

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, destaca a chamada da revista alemã sobre Michel Temer: o novo presidente do Brasil é um homem das sobras, dos acordos, dos conchavos, não um produto da luminosidade das ruas deste pobre país dos trópicos; "Quase nenhum brasileiro votaria nele mas, de qualquer maneira, Michel Temer é agora o presidente. Com um gabinete completamente branco, totalmente masculino, representa a velha elite. Os líderes empresariais exultam"

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, destaca a chamada da revista alemã sobre Michel Temer: o novo presidente do Brasil é um homem das sobras, dos acordos, dos conchavos, não um produto da luminosidade das ruas deste pobre país dos trópicos; "Quase nenhum brasileiro votaria nele mas, de qualquer maneira, Michel Temer é agora o presidente. Com um gabinete completamente branco, totalmente masculino, representa a velha elite. Os líderes empresariais exultam"
Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, destaca a chamada da revista alemã sobre Michel Temer: o novo presidente do Brasil é um homem das sobras, dos acordos, dos conchavos, não um produto da luminosidade das ruas deste pobre país dos trópicos; "Quase nenhum brasileiro votaria nele mas, de qualquer maneira, Michel Temer é agora o presidente. Com um gabinete completamente branco, totalmente masculino, representa a velha elite. Os líderes empresariais exultam" (Foto: Gisele Federicce)


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Fernando Brito, do Tijolaço - A chamada da Der Sipegel é precisa: o novo presidente do Brasil é um homem das sombras, dos acordos, dos conchavos, não um produto da luminosidade das ruas deste pobre país dos trópicos.

“Quase nenhum brasileiro votaria nele mas, de qualquer maneira, Michel Temer é agora o presidente. Com um gabinete completamente branco, totalmente masculino,representa a velha elite. Os líderes empresariais exultam.”

Não é uma opinião isolada. A Deutsche Welle diz que “os mais importantes jornais e revistas alemãos “questionaram a legitimidade do impeachment, classificado-o com um processo com motivação política”.
 
O Die Zeit diz que Temer “conduz agora um governo que opera de maneira exatamente oposta àquilo que o povo escolheu ao eleger Dilma”
 “Até 2018, o Brasil terá que conviver com um governo que ninguém elegeu e que chegou ao poder de maneira altamente duvidosa. A democracia brasileira mergulha numa crise de confiança da qual vai demorar a se recuperar”
 
Já o importante Frankfurter Allgemeine Zeitung e o Sueddeutsche Zeitung dizem que Lula é tão vencedor deste processo, pelas possibilidade de um novo discurso antigolpista em 2018. Este último, famoso por ter descoberto o escândalo dos Panama Papers.
 
Dilma é uma das poucas políticas de alto escalão do país contra a qual não há acusações concretas de corrupção; e justamente o impeachment pode acabar por fortalecer o PT no futuro.

“Dilma falou repetidamente de um ‘golpe parlamentar’. Com isso, a estratégia de argumentação do PT para a próxima campanha eleitoral já está definida. Lula voltará a se candidatar […] – hoje o político mais popular e impopular do Brasil”, afirma. “Pode ser que com a destituição do governo do PT comece, ao mesmo tempo, o renascimento do partido”, conclui.

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