“Panamá Papers” vai virar outra “lista do HSBC”?

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, diz esperar que a investigação internacional que passou a ser chamada de Panamá Papes "não tenha o destino dos papéis do HSBC que, como se sabe, deram em pouco mais que em coisa alguma, a não ser uma obscura e preguiçosa investigação da Receita Federal"; ele ironiza ainda o fato de a investigação ter ficado restrita às empresas e às pessoas citadas na Lava Jato; "As outras empresas e empresários que se utilizaram da Mossack Fonseca para criar e operar empresas e contas bancárias no exterior não devem 'vir ao caso', porque, como se sabe, a corrupção no Brasil nasceu com os governos petistas"

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, diz esperar que a investigação internacional que passou a ser chamada de Panamá Papes "não tenha o destino dos papéis do HSBC que, como se sabe, deram em pouco mais que em coisa alguma, a não ser uma obscura e preguiçosa investigação da Receita Federal"; ele ironiza ainda o fato de a investigação ter ficado restrita às empresas e às pessoas citadas na Lava Jato; "As outras empresas e empresários que se utilizaram da Mossack Fonseca para criar e operar empresas e contas bancárias no exterior não devem 'vir ao caso', porque, como se sabe, a corrupção no Brasil nasceu com os governos petistas"
Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, diz esperar que a investigação internacional que passou a ser chamada de Panamá Papes "não tenha o destino dos papéis do HSBC que, como se sabe, deram em pouco mais que em coisa alguma, a não ser uma obscura e preguiçosa investigação da Receita Federal"; ele ironiza ainda o fato de a investigação ter ficado restrita às empresas e às pessoas citadas na Lava Jato; "As outras empresas e empresários que se utilizaram da Mossack Fonseca para criar e operar empresas e contas bancárias no exterior não devem 'vir ao caso', porque, como se sabe, a corrupção no Brasil nasceu com os governos petistas" (Foto: Gisele Federicce)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço - O jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, anunciou neste domingo a série “Panamá Papers”, uma investigação sobre a base de dados da “parideira de offshores” panamenha Mossack Fonseca, que andou pelos blogs como empresa envolvida na criação da controladora da mansão de Parati, que pertencia – ao menos  pertencia – à família Marinho e que despareceu no noticiário depois que se frustraram as tentativas de ligá-la ao suposto apartamento de Lula no Guarujá.

É feita sobre dados obtidos pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung e compartilhados com o controvertido Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo, com sede em Washington, EUA, que se autoconcede o monopólio de acesso à documentação completa. O grupo de brasileiros que, desta vez, tem acesso – não sei se total – inclui profissionais do UOL, da Rede TV e do Estadão.

Pelo que se lê no site dos “Panamá Papers”, a investigação ficou restrita às empresas e às pessoas citadas na Lava Jato.

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Ou seja, as outras empresas e empresários que se utilizaram da Mossack Fonseca para criar e operar empresas e contas bancárias no exterior não devem “vir ao caso”, porque, como se sabe, a corrupção no Brasil nasceu com os governos petistas e só foi praticada por eles e empresas que trabalharam para estes governos.

Espera-se que não tenha o destino dos papéis do HSBC que, como se sabe, deram em pouco mais que em coisa alguma, a não ser uma obscura e preguiçosa investigação da Receita Federal.

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Há algo diferente, desta vez, que dá alguma esperança de vermos toda a verdade. É que participa do grupo que tem acesso aos papéis o jornalista José Roberto de Toledo, que sempre deu a impressão de ser pessoa equilibrada e correta.

Tanto que o Estadão, na matéria de abertura da série, trata o assunto como ele parece ser, um escândalo mundial – 11,5 milhões de documentos expõem corrupção global – do que faz Rodrigues, destacando apenas as conexões brasileiras e apenas as ligadas à Lava Jato: Panama Papers revelam 107 novas offshores ligadas a citados na Lava Jato.

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Uma das primeiras ilustrações do Estadão já dá acesso a uma informação ausente no UOL: há 12 chefes de Estado, ou ex-chefes, na lista dos que têm empresas ou contas criadas pela Mossack Fonseca, entre eles o presidente argentino Maurício Macri, herói da direita brasileira.

É muita documentação a analisar e, ao que parece, só se terá – e em pílulas – acesso a parte dela.

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