Otavio Frias questiona favoritismo de Alckmin

Segundo jornal Folha de S. Paulo, governador tucano recupera parte de apoio perdido após manifestações de junho, mas reeleição segue incerta: “nada garante que a sincronização de fatores aleatórios não possa desencadear nova onda de inconformismo, que segue latente, apesar de recolhido”

Segundo jornal Folha de S. Paulo, governador tucano recupera parte de apoio perdido após manifestações de junho, mas reeleição segue incerta: “nada garante que a sincronização de fatores aleatórios não possa desencadear nova onda de inconformismo, que segue latente, apesar de recolhido”
Segundo jornal Folha de S. Paulo, governador tucano recupera parte de apoio perdido após manifestações de junho, mas reeleição segue incerta: “nada garante que a sincronização de fatores aleatórios não possa desencadear nova onda de inconformismo, que segue latente, apesar de recolhido” (Foto: Roberta Namour)


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247 – O jornal Folha de S. Paulo, de Otavio Frias, levanta dúvidas sobre o favoritismo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo. Segundo a publicação, nova onda de inconformismo pode estourar a qualquer hora. Leia:

Favorito, mas não tanto

Após temporal de junho, governo Alckmin recupera parte do apoio perdido; reeleição segue incerta, e insatisfação, latente

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A mais recente rodada de pesquisas eleitorais do Datafolha mostra que continua em curso --depois da tempestade de protestos populares em junho-- uma suave e até agora parcial restauração do quadro anterior.

A presidente Dilma Rousseff (PT), que ostentava 57% de aprovação popular antes dos protestos e despencou para 30% no final de junho, aparece agora com 41%. De forma semelhante, a avaliação positiva do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), que caíra de 52% a 38% ao longo daquele mês, hoje está em 41%.

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Ambos continuam favoritos na disputa pela própria sucessão, em outubro de 2014, embora a vantagem tenha se reduzido e o desfecho das eleições pareça imprevisível.

Isso decorre não apenas da longa distância do pleito, mas também da volatilidade que passou a cercar a política depois da irrupção --surpreendente e efêmera-- de maciças manifestações de rua apoiadas, naquele momento, pela esmagadora maioria da população.

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O movimento depressa se esvaziou, deixando como rastro protestos circunscritos, muitas vezes dedicados à prática da violência, o que contribuiu para dispersar o amplo apoio antes amealhado.

Sob um cenário econômico desanimador, de pressão inflacionária e crescimento medíocre, no entanto, nada garante que a sincronização de fatores aleatórios não possa desencadear nova onda de inconformismo, que segue latente, apesar de recolhido. No plano nacional, dois terços da população expressam desejo de mudança nas ações do próximo governo.

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Indícios de fadiga em face da administração petista, que já se estende por 11 anos, são ainda mais clamorosos no Estado de São Paulo, onde o PSDB está prestes a completar 20 anos de governo contínuo --metade desse tempo sob o governador Alckmin, que hoje atrai 43% das intenções de voto.

A debilidade exibida pelos desafiantes é o que mantém presidente e governador em relativo conforto. Em São Paulo, onde o PT costuma alcançar entre 30% e 40% da votação, a pré-candidatura do pouco conhecido ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda patina em 4% das intenções de voto.

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Mais bem situado, com 19%, aparece Paulo Skaf (PMDB). Já disputou o cargo em 2010 e tem usado e abusado da estrutura da Fiesp, que preside há dez anos. Sua postulação agrega propostas ao debate pré-eleitoral, mas sua capacidade de galvanizar o eleitorado insatisfeito ainda está por comprovar.

Preferência bem menor (8%) favorece o nome do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, ao que tudo indica mais interessado em acumular forças e eleger uma bancada parlamentar expressiva para seu camaleônico partido, o PSD.

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