Ombudsman reconhece erro contra pai de Neymar
Folha chegou a acusá-lo de envolvimento na máfia da venda de ingressos, mas recuou depois de protesto do jogador nas redes sociais, que acusou a publicação de “mentir para vender jornal”; “É um daqueles casos em que o chamariz do nome famoso parece ter falado mais alto do que a responsabilidade jornalística”, diz a ombudsman Vera Guimarães Martins, da Folha
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 – O erro da Folha contra Neymar da Silva, pai do jogador Neymar, foi registrado pela ombudsman do jornal, Vera Guimarães Martins. Dias atrás, o jornal o acusou de estar ligado à máfia de venda de ingressos do Mundial. Leia abaixo o registro da ombudsman da Folha:
"ESPORTE" PISOU NA BOLA
E a cobertura da Copa na Folha registra outra pisada na bola. Depois do erro com o técnico da seleção, agora foi a vez do craque.
Na edição de quinta (3), reportagem em "Esporte" apontou Neymar da Silva, pai e empresário do atacante, como suspeito na investigação do esquema internacional de cambistas desbaratado pela Polícia Civil do Rio na terça (1º).
A reportagem elencava ex-jogadores e empresários de futebol que tiveram algum contato com integrantes do esquema ou haviam sido citados em gravações obtidas com escuta autorizada.
Neymar sênior entrou no último grupo, quando um suspeito grampeado contou a outro que assistia a Brasil e Chile ao lado dele, no Mineirão. A matéria dizia que a polícia investigava se havia ligação entre o empresário e o grupo.
Neymar Jr. protestou em rede social, acusando a Folha, única a divulgar a notícia, de mentir para vender jornal. Site e impresso tiveram que publicar errata: o empresário deve ser ouvido como testemunha, não como investigado.
É um daqueles casos em que o chamariz do nome famoso parece ter falado mais alto do que a responsabilidade jornalística. Na corrida pelo furo, a ligeireza atropelou a precaução e atingiu figuras que, até que se prove o contrário, não deveriam ter a reputação atrelada, de forma tão ligeira, a uma investigação criminal.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247