Ombudsman da Folha vê “vagueza” em “falação premiada”
Jornalista Vera Guimarães Martins destaca publicações do jornal ao longo da semana que dão destaque a "negociações prévias de delação" premiada, como foi o caso de Nestor Cerveró, que citou Dilma e Lula no resumo das informações, mas mudou a versão no documento final, homologado pelo STF; "É uma mostra do quão movediço é o terreno pré-delação", observa Vera
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247 – A jornalista Vera Guimarães Martins, ombudsman da Folha de S. Paulo, analisa neste domingo 17 os títulos e reportagens publicados pelo jornal ao longo da semana que dão destaque a "negociações prévias de delação" premiada no âmbito da Operação Lava Jato.
Ela menciona a "vagueza" no depoimento do ex-deputado Pedro Corrêa, que "tenta há seis meses, sem sucesso, fechar um acordo de delação premiada", conforme observa. E o de Nestor Cerveró, que citou Dilma e Lula no resumo das informações, mas mudou a versão no documento final, homologado pelo STF. "É uma mostra do quão movediço é o terreno pré-delação", observa a colunista.
Em outro caso, ela avalia ainda que houve uma "conclusão indevida" do jornal ao "ignorar" a informação de que o doleiro Alberto Youssef não reconheceu, em acareação, o ex-assessor da Casa Civil Charles Capella, que teria recebido R$ 2 milhões em propina para a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010.
A Folha publicou, por outro lado, que o lobista Fernando Baiano identificou Capella como "o interlocutor" que estava em uma casa em Brasília onde ele se reuniu para acertar o repasse. "No parágrafo seguinte, porém, Baiano diz que Capella não participou da reunião –ou seja, não "interlocutou" coisíssima alguma", escreve Vera.
Ao criticar o título da reportagem – "Lobista reconhece assessor de Palocci que teria recebido R$ 2 mi" – a ombudsman opina: "Meu ponto não são versões conflitantes, mas a conclusão indevida: o título uniu o que a acareação separou".
Leia aqui a íntegra.
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