Ombudsman diz que Folha escancara sua régua ideológica ao por Huck e Moro como 'centro'
"O que não pode é a Folha participar desses esforços, servindo às estratégias de políticos que acham que os ventos agora sopram a favor da moderação", diz a jornalista Flávia Lima sobre o jornal tratar uma eventual chapa Luciano Huck e Sergio Moro como uma opção de "centro".
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247 - A jornalista Flávia Lima, ombudsman da Folha de S. Paulo, destaca em sua coluna deste domingo (15) que a reportagem apontando a possibilidade de uma aliança entre o ex-juiz Sergio Moro e o apresentador Luciano Huck como uma opção “centrista” visando o pleito presidencial de 2022, foi uma “tentativa do jornal de empurrar a união ao centro político, balaio no qual ainda foram incluídos o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM").
“As reportagens aceitaram de modo acrítico uma operação de reposicionamento de marca do ex-juiz e do apresentador global. Mas falar de desigualdade social não faz de Huck um centrista, assim como deixar o governo Bolsonaro (ou ter sido empurrado para fora dele) não encurta a distância existente entre Moro e o centro político”, destaca ela no texto .
“Com o furo no domingo, a Folha escancarou a régua ideológica do jornal—que já negou a extrema direita a Bolsonaro e agora concede o centro à dupla Moro e Huck”, completa.
A jornalista observa que “o que não pode é a Folha participar desses esforços, servindo às estratégias de políticos que acham que os ventos agora sopram a favor da moderação. Se for fazê-lo, é preciso deixar isso claro ao leitor”.
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