O que quer a Globo?, questiona Boulos

Guilherme Boulos, ativista do MTST, levanta uma hipótese para o esforço da Globo para derrubar Michel Temer, depois de tê-lo colocado no poder por meio de um golpe; "Não é de hoje que a Globo aposta na narrativa do Judiciário como salvador nacional. Criaram heróis do combate à corrupção, que podem representar a opção a um sistema que perdeu a credibilidade. Uma forma de 'limpar' o Estado brasileiro, manter a agenda dominante e recobrar a hegemonia social pode ser com protagonismo do Judiciário", afirma

Guilherme Boulos, ativista do MTST, levanta uma hipótese para o esforço da Globo para derrubar Michel Temer, depois de tê-lo colocado no poder por meio de um golpe; "Não é de hoje que a Globo aposta na narrativa do Judiciário como salvador nacional. Criaram heróis do combate à corrupção, que podem representar a opção a um sistema que perdeu a credibilidade. Uma forma de 'limpar' o Estado brasileiro, manter a agenda dominante e recobrar a hegemonia social pode ser com protagonismo do Judiciário", afirma
Guilherme Boulos, ativista do MTST, levanta uma hipótese para o esforço da Globo para derrubar Michel Temer, depois de tê-lo colocado no poder por meio de um golpe; "Não é de hoje que a Globo aposta na narrativa do Judiciário como salvador nacional. Criaram heróis do combate à corrupção, que podem representar a opção a um sistema que perdeu a credibilidade. Uma forma de 'limpar' o Estado brasileiro, manter a agenda dominante e recobrar a hegemonia social pode ser com protagonismo do Judiciário", afirma (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – Guilherme Boulos, ativista do MTST, levanta uma hipótese para o esforço da Globo para derrubar Michel Temer, depois de tê-lo colocado no poder por meio de um golpe.

Na sua opinião, é frágil a tese de que Temer perdeu apoio porque seria incapaz de entregar as chamadas reformas. "Creio ser possível supor uma aposta mais estratégica, pensando na hegemonia política de longo prazo", diz Boulos, em artigo na Carta Capital.

Abaixo, um trecho:

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O sistema político da Nova República está em ruínas. Crivado por denúncias, desmoralizado, esse modelo perdeu a capacidade de levar à coesão a sociedade brasileira. Perdeu hegemonia, embora ainda represente o poder de fato. Cabe uma analogia com a crise da ditadura sob o comando do general João Figueiredo. A ditadura ainda tinha o comando, mas havia perdido completamente a capacidade de criar maioria social. Em situações como essa, sempre há o risco de soluções por baixo, expressas na revolta popular contra um regime sem representatividade. A casa-grande tem verdadeiro pavor de alternativas como esta e, historicamente, antecipou-se para construir acordos de transição seguros e conservadores.

Foi assim no fim da ditadura, pode ser assim agora. Não é de hoje que a Globo aposta na narrativa do Judiciário como salvador nacional. Criaram heróis do combate à corrupção, que podem representar a opção a um sistema que perdeu a credibilidade. Uma forma de “limpar” o Estado brasileiro, manter a agenda dominante e recobrar a hegemonia social pode ser com protagonismo do Judiciário. Não por acaso constrói-se a figura de Cármen Lúcia como possível saída em caso de eleições indiretas. Seria uma nova Operação Golbery, com juízes e procuradores à frente.

Embora somente uma hipótese, é preciso muita atenção em relação aos interesses dessa coalizão. Se a crise da Nova República for canalizada nessa direção, isso pode significar o fechamento democrático, com institucionalização de medidas de exceção aplicadas. Não se deve descartar inclusive que se apropriem da bandeira de uma nova Constituinte.

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