O PT tem a tarefa difícil de salvar a democracia, diz sociólogo
O sociólogo Celso Rocha de Barros defende a tese de que o PT que um dia existiu acabou com esta eleição; de posse de um discurso semi liberal, ele entende que o PT deva mudar parte de suas bandeiras históricas para absorver o segmento órfão do PSDB que agora não tem para onde ir; diz Rocha de Barros: "o PT está prestes a ganhar algo raríssimo na política: uma segunda chance". E emenda: "as revelações da Lava Jato sobre os partidos de direita deram sobrevida ao Partido dos Trabalhadores e colocaram Fernando Haddad no segundo turno, na eleição mais importante de nossa história"
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247 - O sociólogo Celso Rocha de Barros defende a tese de que o PT que um dia existiu acabou com esta eleição. De posse de um discurso semi liberal, ele entende que o PT deva mudar parte de suas bandeiras históricas para absorver o segmento órfão do PSDB que agora não tem para onde ir. Diz Rocha de Barros: "o PT está prestes a ganhar algo raríssimo na política: uma segunda chance". E emenda: "as revelações da Lava Jato sobre os partidos de direita deram sobrevida ao Partido dos Trabalhadores e colocaram Fernando Haddad no segundo turno, na eleição mais importante de nossa história".
Em seu artigo, publicado no jornal Folha de S. Paulo, Rocha de Barros destaca que "é a chance do PT encerrar a crise que ajudou a começar com a política econômica do primeiro mandato de Dilma Rousseff. O primeiro passo, portanto, é abraçar a responsabilidade econômica que faltou a Dilma em 2012. O segundo passo é até mais importante: precisa abandonar qualquer ressentimento, qualquer desejo de vingança causado pela crise política que seus adversários provocaram com o impeachment de Dilma Rousseff.
O sociólogo sobe o tom e pede que o PT aprofunde algumas mudanças, pendendo para um lado que agora está vazio: o da social-democracia: "enfim, é hora de esquecer o programa do primeiro turno e abraçar o programa da frente democrática que deve se formar no segundo. Esse programa deve reconhecer a necessidade de ajuste fiscal, corrigindo os defeitos do ajuste de Temer, e deixar de lado toda palhaçadinha de nova Constituição, controle da mídia, e demais babaquices que intelectual petista burro enfiou no programa de governo porque estava com raiva do impeachment".
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