O primeiro exílio do governo Bolsonaro
Jornalista Ricardo Miranda escreve que "a violência e a possibilidade real de ser morto no país de Bolsonaro e no estado de Witzel é real"; "Não o culpo, eu só lamento. Muitíssimo. Na Câmara, já paupérrima de valores, ficará um eco ainda maior. Jean é o primeiro exilado político do governo Bolsonaro", diz ele; "Esse país está tão ridículo, raso e caricatural que virou o BBB. E Jean agora está fora da Casa", afirma
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Por Ricardo Miranda, em seu blog - Não costumo abrir meus votos, por mais óbvios que alguns sejam, mas a causa é nobre. Perdi em todos. Votei Haddad, deu Bolsonaro. Votei Paes, deu Witzel. Votei Chico e Lindbergh. Deu Flávio Bolsonaro – é, vai vendo... – e Arolde de Oliveira – meu Deus. Votei Rose Cipriano, deu Coronel Salema, Samuel Malafaia, André Corrêa, Delegado Carlos Augusto, Tia Ju, André Ceciliano, Carlos Minc, Vandro Familia, Pedro Brazão, Bebeto Tetra e Chiquinho da Mangueira, entre outros canalhas estaduais. Jean Wyllys, do PSOL, foi meu único voto na mosca. E me orgulho muito dele. Infelizmente, descobri hoje, não terei nenhum representante meu nesse país. O deputado federal, eleito para novo mandato com 24.295 votos, não assumirá o cargo devido às ameaças que tem recebido. A violência e a possibilidade real de ser morto no país de Bolsonaro e no estado de Witzel é real. Não o culpo, eu só lamento. Muitíssimo. Na Câmara, já paupérrima de valores, ficará um eco ainda maior. Jean é o primeiro exilado político do governo Bolsonaro.
Esse país está tão ridículo, raso e caricatural que virou o BBB. E Jean agora está fora da Casa.
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