O presente de Natal de Eliseu Padilha à mídia

Os jornais publicam burocraticamente as denúncias da Odebrecht contra o ministro da Casa Civil, mas fica-se nisso, poupando Padilha a tal ponto que o próprio Temer o considera intocável, diz reportagem do Jornal GGN; o texto atribui o fato à "bolsa mídia" concedida pelo ministro no primeiro dia de poder - "uma política de apoio aos jornais com dinheiro público"; que mostra, nessa época do ano, "uma enxurrada de publicidade, sem nenhum critério técnico"

Brasília - O ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha fala sobre a reunião de Obras Inacabadas (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha fala sobre a reunião de Obras Inacabadas (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)


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Jornal GGN - A cada dia surgem mais evidências de que o Ministro-Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, é o mais suspeito dos homens do presidente Michel Temer. Escândalos em Canoas (RS), no Mato Grosso, junto ao Ministério de Minas e Energia (MME) e como um dos principais arrecadadores do esquema Temer.

Os jornais publicam burocraticamente as denúncias, mas fica-se nisso, poupando Padilha a tal ponto que o próprio Temer o considera intocável.

No primeiro dia de poder Padilha anunciou a "bolsa mídia", uma política de apoio aos jornais com dinheiro público. A parte mais visível são as campanhas veiculadas nos jornais.

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Fim de ano é período em que as empresas ficam pouco propensas a anunciar. Especialmente as estatais interrompem suas campanhas, aguardando o orçamento e as agências selecionadas para o próximo ano. O máximo que ocorre é a publicidade de automóveis, de olho no 13o.

Quem se dispuser a conferir a publicidade dos sites jornalísticos, no entanto, se deparará com uma enxurrada de publicidade oficial. A campanha contra a zika possibilitou o banner principal nos quatro jornalões - aquela janela que pula na tela quando se entra no site.

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O que se tem agora é uma enxurrada de publicidade, sem nenhum critério técnico. Publicidade do BNDES em cadernos de cultura, de temas culturais em cadernos de política, em uma mixórdia monumental.

Esvaziado em todas suas ações, o BNDES lançou uma campanha ampla - para o período natalino -, visando o público de pequenas e médias empresas. Escolheu a mídia mais cara: a janela que explode na tela. A Folha mereceu uma publicidade nos seus dois sites: na home da versão impressa e na versão online. E a Globo, apenas um.

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Já o Estadão foi melhor contemplado. Na home, além da publicidade do BNDES, uma insólita campanha do Banco do Brasil divulgando uma exposição de arte.

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É uma campanha insólita. Exposições são divulgadas, no máximo, nos cadernos culturais. Mas a do BB não se restringiu à home do Estadão. 

Também à Editoria de Brasil, de Economia e de Política, entre outras.

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E, para mostrar o ecletismo da publicidade oficial, o banner rotativo sai da exposição patrocinada pelo Banco do Brasil para a publicidade do BNDES.

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Não bastasse uma, o BNDES programou duas campanhas distintas no Estadão.

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