Novo atraso ameaça operação de rival do Ibope

Instituto alemão GfK, contratado por Record, Band, RedeTV e SBT para medir a audiência da televisão brasileira, adiou mais uma vez o início de suas operações no Brasil; desta vez, o motivo alegado foi a dificuldade para instalar medidores em favelas, o que já gera desconforto entre os clientes, que investiram US$ 130 milhões para tentar ampliar seu naco na publicidade, num momento de grande crise na mídia

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247 - A operação do instituto alemão Gfk, contratado por US$ 130 milhões por Record, Band, SBT e RedeTV para medir a audiência da televisão brasileira, irá atrasar mais uma vez. Prometida para o segundo semestre de 2014, depois para janeiro deste ano e, em seguida para abril, a operação acaba de ser postergada por mais trinta dias. Ou seja: se não houver novos atrasos, começará no fim de maio ou início de junho.

O motivo apontado pela empresa alemã, que pretende concorrer com o Ibope no Brasil, é a dificuldade para instalar medidores – os "meters" – em favelas. A informação foi antecipada pela colunista Lígia Mesquita, da Folha.

"O instituto alemão GfK, que foi contratado por Band, Record, RedeTV! e SBT, teve que postergar sua estreia na medição de audiência de TV no país, prevista para começar em maio, em 30 dias. O atraso acontece porque homens armados de algumas comunidades no Rio impediram os instaladores dos aparelhos que coletam os dados nos televisores de entrarem nas casas selecionadas para a aferição", escreveu ela, na edição desta quarta-feira, na coluna Outro Canal (leia aqui). "A GfK, que deverá ser concorrente do Ibope, retomará, em breve, o processo de instalação dos equipamentos. A empresa considera que, sem a medição nas residências desses locais, o painel de audiência não ficará totalmente balanceado".

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As quatro emissoras pretendem usar os resultados do levantamento para convencer anunciantes públicos e privados a destinar uma parte menor das verbas para a Globo, que, apesar da audiência declinante em várias de suas atrações, como as novelas e o Jornal Nacional, ainda abocanha mais de 50% dos recursos.

A expectativa era que a medição em favelas contribuísse para um resultado menos favorável à Globo. Por isso mesmo, o diretor responsável pela implantação do Gfk, Ricardo Monteiro, falava em colocar "meters" nas residências das favelas – ou nas "quebradas", como ele próprio chegou a afirmar. O problema é que tais aparelhos rastreiam o comportamento dos moradores e não foram bem recebidos nas comunidades.

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Esse novo atraso já cria embaraços entre as emissoras, que pagaram caro pelo serviço e enfrentam grave crise financeira. Recentemente, o SBT demitiu vários jornalistas e encerrou seu telejornal da manhã. Todas as quatro emissoras também lidam com a redução dos investimentos publicitários do governo federal e de várias administrações estaduais. Ou seja: precisam urgentemente de uma nova medição de audiência, que custa a se tornar realidade.

 

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