Nassif relaciona morte de Marielle à intervenção no Rio e à projeção política de Witzel

"É evidente que a intenção foi desmoralizar a intervenção militar e provocar comoção popular", afirma o jornalista em novo xadrez sobre o caso. Ele também coloca o governador Wilson Witzel no cenário, afirmando que ele "teria que dispor de algum trunfo" para se lançar candidatar à presidência logo no início do mandato e que esse trunfo era o caso Marielle nas suas mãos



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247 - O jornalista Luis Nassif avalia que a intenção dos assassinos da ex-vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL), em março do ano passado, "foi desmoralizar a intervenção militar e provocar comoção popular". Em análise no jornal GGN, ele afirma, após a eleição de Wilson Witzel, com intenções de ser candidato a presidente, "ficou claro que seu trunfo era o controle das investigações sobre a morte de Marielle".

"Primeiro acabou com a Secretaria de Segurança, que era o órgão para controle político dos policiais. Em seu lugar, criou a Secretaria de Estado da Polícia Militar e a Secretaria de Estado da Polícia Civil", destaca. "Com as mudanças, tirou os Secretários do alcance das Forças Armadas. Foi a primeira razão. A segunda razão foi a de blindar-se nas negociações políticas com as milícias – que têm enorme influência eleitoral nas regiões controladas".

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 O jornalista acrescenta que "a articulação do poder das milícias não passa mais pelo Palácio da Guanabara". "Fica dentro das corporações policiais. São os secretários que operam o poder, e não o governador diretamente. Milícia é assunto de polícia. Sai da zona de risco político. Com esse movimento, o poder da milícia vai se fundindo cada vez mais com a própria estrutura de Estado", destaca.

Leia a íntegra no Jornal GGN

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