Nassif defende intervenção federal no Rio
Jornalista Luis Nassif, do Jornal GGN, afirmou que a prisão nesta quarta-feira, 22, do casal Anthony e Rosinha Garotinho, ex-governadores do Rio de Janeiro, demonstra que é hora de avaliar uma intervenção conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no estado; "Por trás da prisão, uma disputa de facções envolvendo juízes, procuradores e políticos da região. O Rio de Janeiro se tornou, de fato, uma terra de ninguém, com abusos sendo cometidos por todos os poderes, o Legislativo, o Judiciário junto com delegados da Polícia Federal e promotores com interesses políticos locais", diz
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247 - O jornalista Luis Nassif, do Jornal GGN, afirmou que a prisão nesta quarta-feira, 22, do casal Anthony e Rosinha Garotinho, ex-governadores do Rio de Janeiro, demonstra que é hora de avaliar uma intervenção conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no estado.
"Por trás da prisão, uma disputa de facções envolvendo juízes, procuradores e políticos da região. O Rio de Janeiro se tornou, de fato, uma terra de ninguém, com abusos sendo cometidos por todos os poderes, o Legislativo, o Judiciário junto com delegados da Polícia Federal e promotores com interesses políticos locais", diz Nassif.
Ele critica a decisão do juiz eleitoral Glaucenir de Oliveira, da 98a Zona Eleitoral de Campos de Goytacazes, que ordenou a prisão do casal baseada na delação de Ricardo Saud, da JBS. "A acusação é inverossímil. Para haver corrupção é necessário o chamado 'ato de ofício', ou seja uma decisão da autoridade que possa ser a contrapartida ao suborno", diz Nassif.
O jornalista pondera que é necessária cautela na defesa de uma intervenção, em meio a um Judiciário que tem se mostrado arbitrário, em muitos casos, vacilante, nos momentos essenciais.
"Por outro lado, não se pode ignorar a situação de total descalabro do Rio de Janeiro, envolvendo todas as instituições de Estado e permitindo o exercício arbitrário do poder por juizes, promotores, delegados, em uma autêntica Lei da Selva. O federalismo brasileiro prevê que a União intervenha em casos comprovadamente de caos generalizado. O ponto central é que esse caos não pode se restringir à Assembleia Legislativa. E a operação precisa ser soberana, para impedir que a organização criminosa que se apossou da Presidência da República possa ter qualquer espécie de ingerência", diz Nassif.
Leia o artigo na íntegra no Jornal GGN.
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