Nassif: ao afastar delegado, Alckmin pode definir episódio relevante
O jornalista Luis Nassif, do Jornal GGN, afirmou que a decisão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de afastar o delegado Carlos Renato, de Paulínia, e determinar a abertura de investigação da invasão de residência de Marcos Claudio, filho de Lula, representa um ponto de inflexão na curva do autoritarismo pátrio; "O grande problema do quadro atual foi o liberou geral, estimulando os atos arbitrários generalizados, com delegados, procuradores, juízes de direito exercitando um poder abusivo na caça aos 'inimigos'. É uma praga da mesma natureza daquela preconizada por Pedro Aleixo, quando da assinatura do AI5. Qualquer porteiro de cadeia transformou-se em autoridade suprema contra o 'inimigo'. Quanto mais apagado o delegado e o procurador, maior a ânsia por demonstrar poder", diz Nassif
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247 - O jornalista Luis Nassif, do Jornal GGN, afirmou que a decisão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de afastar o delegado Carlos Renato, de Paulínia, e determinar a abertura de procedimento investigativo para analisar as circunstâncias da invasão de residência de Marcos Claudio, filho de Lula, representa um ponto de inflexão na curva do autoritarismo pátrio.
"Louve-se o governador Geraldo Alckmin pelo procedimento. O grande problema do quadro atual foi o liberou geral, estimulando os atos arbitrários generalizados, com delegados, procuradores, juízes de direito exercitando um poder abusivo na caça aos 'inimigos'. É uma praga da mesma natureza daquela preconizada por Pedro Aleixo, quando da assinatura do AI5. Qualquer porteiro de cadeia transformou-se em autoridade suprema contra o 'inimigo'. Quanto mais apagado o delegado e o procurador, maior a ânsia por demonstrar poder", diz Nassif.
Para o jornalista, em São Paulo, até agora, a caça a Lula fez com que uma procuradora interrompesse as obras do Museu do Trabalhador, incriminasse técnicos inocentes e deixasse o museu abandonado, demonstrando o prejuízo que o burocratismo do Ministério Público provoca no país.
"Outro delegado invadiu uma escola do Movimento dos Sem Terra agredindo mulheres, idosos e crianças. Em ambos os casos, sem que nada acontecesse, sem que ninguém os responsabilizasse. Com a decisão de Alckmin, cria-se uma tentativa de disciplinamento, ainda que pequeno, a essa exteriorização do autoritarismo mais doentio. A partir de agora, parte dos pequenos tiranos pensará duas vezes antes de perpetrar o próximo abuso. E o alerta virá pela parte mais vulnerável, o cérebro inferior. Tudo dependerá do desfecho do episódio, se com punição exemplar, fazendo valer a autoridade de Alckmin, se tergiversando e alimentando a serpente da indisciplina", diz o jornalista.
Leia o texto na íntegra no Jornal GGN.
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