Nassif: acúmulo de erros na transição custará caro
O jornalista Luis Nassif afirma que o grupo de políticos, miliares e agentes do mercado que se aglutina em torno de Jair Bolsonaro mais parece o 'exército de Brancaleone', filme de Mario Monicelli que satiriza as trapalhadas do poder feudal na idade média; Nassif chama a atenção para erros em série que vão se acumulando na transição de governo e que isso ira custar caro ao país e ao próprio entorno do novo presidente
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247 - O jornalista Luis Nassif afirma que o grupo de políticos, miliares e agentes do mercado que se aglutina em torno de Jair Bolsonaro mais parece o 'exército de Brancaleone', filme de Mario Monicelli que satiriza as trapalhadas do poder feudal na idade média. Nassif chama a atenção para erros em série que vão se acumulando na transição de governo e que isso ira custar caro ao país e ao próprio entorno do novo presidente.
Em seu blog, o jornalista destaca a confusão e a diversidade grotesca que grassa entre simpatizantes e seguidores de Bolsonaro, no andar de baixo doa apoios: "só dentre os "olavetes" (discípulos do filósofo Olavo de Carvalho) há quase dez grupos independentes entre si, que mal se conhecem. Tem mais tendências que os trotskista dos anos 70. Há os seguidores do padre Paulo Ricardo, reacionário de mão cheia, que juntou uma legião de padres para apoiar a campanha de Bolsonaro. Há olavetes que detestam evangélicos e olavetes que detestam católicos. O segundo grupo segue evangelicamente os ensinamentos do mestre, que os proíbe criticar o Papa, mas os estimula a desancar a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). São os mais ideológicos, acreditam piamente no liberalismo amplo e irrestrito e no destino manifesto de Bolsonaro, de ser um Donald Trump tropical".
Nassif alerta: "vão ser os primeiros a serem engolidos pela real polítik. No início tinham a ilusão de que, pelo fato de Olavo ter fornecido os três grandes motes da campanha – o kit gay, a Venezuela e a liberação das armas – ele seria o grande ideólogo de Bolsonaro. Mas o capitão está mais para os ecos de Olavo – tipo Lobão e Danilo Gentile – que para formulações mais complexas."
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