MPF quer retratação da Record por incitação à violência

O Ministério Público Federal abriu uma ação civil pública contra a emissora pela cobertura de uma perseguição policial feita pelo jornalista Marcelo Rezende, apresentador do Cidade Alerta, em junho do ano passado; o MPF pede retratação pública da Recorde que dure o mesmo tempo da reportagem; se descumprir, terá de pagar uma multa de R$ 97 mil por dia

O Ministério Público Federal abriu uma ação civil pública contra a emissora pela cobertura de uma perseguição policial feita pelo jornalista Marcelo Rezende, apresentador do Cidade Alerta, em junho do ano passado; o MPF pede retratação pública da Recorde que dure o mesmo tempo da reportagem; se descumprir, terá de pagar uma multa de R$ 97 mil por dia
O Ministério Público Federal abriu uma ação civil pública contra a emissora pela cobertura de uma perseguição policial feita pelo jornalista Marcelo Rezende, apresentador do Cidade Alerta, em junho do ano passado; o MPF pede retratação pública da Recorde que dure o mesmo tempo da reportagem; se descumprir, terá de pagar uma multa de R$ 97 mil por dia (Foto: Gisele Federicce)


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247 - O Ministério Público Federal abriu uma ação civil pública contra a Record por incitação à violência durante uma cobertura ao vivo de perseguição policial feita pelo jornalista Marcelo Rezende, apresentador do Cidade Alerta, no dia 23 de junho do ano passado.

O MPF pede retratação pública da Recorde que dure o mesmo tempo da reportagem - dois dias úteis, no programa Cidade Alerta. Se descumprir, a emissora terá de pagar uma multa de R$ 97 mil por dia. A ideia é que a Recorde deixe claro que não compactua com o posicionamento de Rezende.

A ação da polícia ocorreu na zona sul de São Paulo. A perseguição mostrava, pelo helicóptero da emissora, um policial em uma moto perseguindo uma dupla em alta velocidade.

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"Segundos antes dos disparos, o passageiro da garupa jogou seu capacete contra o PM, que desviou e deu o primeiro tiro. O condutor da moto acabou perdendo o controle do veículo e caiu na calçada. O policial militar então desceu e, na frente da dupla, sacou o revólver e efetuou quatro disparos à queima-roupa", relata reportagem da Carta Capital.

Rezende não teve dúvidas e defendeu a ação da PM. "O homem da Rocam já pega no revólver, não sei se ele atirou, heim... Porque parece que ele atirou. Porque, se ele atirou, é porque o bandido tava armado. E ele fez muito bem, porque, repara: ele tem que defender a vida dele", disse.

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