MP-SP apreende provas de racismo contra Maju

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) promoveu uma operação com o objetivo de apreender provas por crime de racismo contra a jornalista Maria Júlia Coutinho; apenas nesta fase das investigações, a Justiça determinou 25 mandados de busca e apreensão em oito Estados –SP, MG, GO, CE, PE, AM, SC e RS; Maju, como é conhecida, sofreu ataques racistas em julho em uma publicação com a sua imagem na página oficial do "Jornal Nacional" no Facebook; foram postados comentários pejorativos e racistas, como "Vá fazer as previsões do tempo na senzala"

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) promoveu uma operação com o objetivo de apreender provas por crime de racismo contra a jornalista Maria Júlia Coutinho; apenas nesta fase das investigações, a Justiça determinou 25 mandados de busca e apreensão em oito Estados –SP, MG, GO, CE, PE, AM, SC e RS; Maju, como é conhecida, sofreu ataques racistas em julho em uma publicação com a sua imagem na página oficial do "Jornal Nacional" no Facebook; foram postados comentários pejorativos e racistas, como "Vá fazer as previsões do tempo na senzala"
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) promoveu uma operação com o objetivo de apreender provas por crime de racismo contra a jornalista Maria Júlia Coutinho; apenas nesta fase das investigações, a Justiça determinou 25 mandados de busca e apreensão em oito Estados –SP, MG, GO, CE, PE, AM, SC e RS; Maju, como é conhecida, sofreu ataques racistas em julho em uma publicação com a sua imagem na página oficial do "Jornal Nacional" no Facebook; foram postados comentários pejorativos e racistas, como "Vá fazer as previsões do tempo na senzala" (Foto: Leonardo Lucena)


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247 - O Ministério Público de São Paulo (MPSP) promoveu uma operação na manhã desta quinta-­feira (10) com o objetivo de apreender provas por crime de racismo contra a jornalista Maria Júlia Coutinho. De acordo com a TV Globo, só nesta fase das investigações, a Justiça determinou 25 mandados de busca e apreensão em oito Estados –SP, MG, GO, CE, PE, AM, SC e RS. As informações foram divulgadas pela própria emissora.

"Não, meu grupo não [fez os ataques racistas], agora, o grupo que publicou, eu sei quem foi, e eu vou falar. Lógico, não vou segurar o rojão de ninguém", afirmou um dos suspeitos de ter feito ofensas racistas contra a jornalista. Ele tem 21 anos, é morador da zona Norte de São Paulo e teve o computador apreendido.

Maju, como é conhecida, sofreu ataques racistas em julho em uma publicação com a sua imagem na página oficial do "Jornal Nacional" no Facebook. Alguns internautas publicaram comentários pejorativos e racistas, como "Só conseguiu emprego no 'Jornal Nacional' por causa das cotas. Preta imunda", "Vá fazer as previsões do tempo na senzala" ou "parece uma tampa de toddy".

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Revoltados, internautas, famosos, colegas de profissão e redação defenderam a jornalista e publicaram comentários de repúdio. A hashtag #SomosTodosMajuCoutinho foi um dos assuntos mais comentados no Twitter, no dia 3 de julho(sexta-feira), um dia após a publicação de comentários preconceituosos contra Maju.

As investigação apontarão se houve injúria racial ou racismo ou injúria racial. O primeiro crime, previsto no artigo 140 do Código Penal, é caracterizado quando o preconceito é direcionado a determinada pessoa. A punição pode variar de um a três anos de reclusão, além de multa. O segundo é mais grave, inafiançável e imprescritível, e acontece quando um grupo é inferiorizado. A pena pode chegar a cinco anos de detenção.

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