Miriam Leitão critica política externa guiada por ideologia de direita
"Corrigir os rumos da política externa no período do PT não significa adotar uma atuação de direita no comércio exterior. A relação não pode ser ideológica. Ela tem que ser de acordo com os interesses do país. Não há nada a ganhar rompendo relações com Cuba, como ameaçou Bolsonaro", diz a jornalista Miriam Leitão, que também critica um distanciamento da China, a mudança da embaixada em Israel para Jerusalém e o ataque ao Mercosul
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247 – Em artigo publicado no Globo, a jornalista Miriam Leitão já critica a política externa ideológica de Jair Bolsonaro, que parece totalmente alinhada aos interesses dos Estados Unidos. "Corrigir os rumos da política externa no período do PT não significa adotar uma atuação de direita no comércio exterior. A relação não pode ser ideológica. Ela tem que ser de acordo com os interesses do país. Não há nada a ganhar rompendo relações com Cuba, como ameaçou Bolsonaro", diz ela, que também critica um distanciamento da China, a mudança da embaixada em Israel para Jerusalém e o ataque ao Mercosul. "Seria um outro equívoco adotar, a partir do novo governo, uma política externa guiada pela ideologia de direita."
"As questões de política externa são sensíveis. É preciso ter cuidado para não se apressar para depois ser obrigado a recuar. Bolsonaro chegou a falar durante a campanha que sairia da ONU porque, na opinião dele, a organização é comunista. O Brasil é o primeiro país a falar nas assembleias gerais, tem uma história na ONU. É uma dos 11 nações do mundo a manter relação diplomática com todos os países. O presidente eleito desistiu da ideia", pontua.
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