Mino Carta critica quem vê bolivarianismo no governo
Em editorial na revista Carta Capital, Mino Carta diz que não lhe desagradaria, "muito pelo contrário, se um Bolívar campeasse na nossa história, em lugar, digamos, do Duque de Caxias"; lembrando, porém, que "o Brasil não precisa de um Chávez", jornalista afirma ser grave que não falte quem enxergue "bolivarianos de tocaia atrás de cada esquina, prontos a devorar criancinhas como os comunistas de antanho"
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247 – Em um editorial irônico, em que critica os que enxergam bolivarianismo no governo brasileiro, o jornalista Mino Carta, da revista Carta Capital, diz que situação seria cômica "se não tivesse seu lado dramático ao exibir primarismo, ignorância, grosseria, juntamente com arrogância e prepotência" (leia aqui).
Ele destaca, "entre as personagens da ribalta", o desempenho "grandioso" do ministro do STF Gilmar Mendes, que disse temer que a Corte suprema se torne bolivariana. "O que ele teme é a chegada ao Supremo dos novos integrantes nomeados por Dilma Rousseff, esquecido talvez que outros indicados anteriormente por Lula ou pela presidenta jamais aparentaram fé bolivariana", comenta Mino Carta.
"Não me desagradaria, muito pelo contrário, se um Bolívar campeasse na nossa história, em lugar, digamos, do Duque de Caxias. Nada disso, contudo, faz de mim um bolivariano, a partir da percepção de que o Brasil não precisa de um Chávez", escreve o jornalista. E acrescenta: "Grave, acabrunhador, é que não faltem entre quantos enxergam bolivarianos de tocaia atrás de cada esquina, prontos a devorar criancinhas como os comunistas de antanho, rentistas notáveis e pretensos intelectuais, de professores universitários a imortais da Academia. Uma nata da nata ou leite talhado? Servem apenas para provar o atraso cultural do País".
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