Ministro Moro: Bolsonaro nomeia mais um que não pode demitir

O jornalista Leonardo Sakamoto afirma que Bolsonaro e seu entorno vão se precavendo contra futuras ameaças de corrupção no governo; nomear Sergio Moro para o governo é como dar um selo prévio 'ISO 9000' de 'honestidade', uma vez que a despeito da factualidade, Moro carrega essa tarja em sua testa; o perigo, no entanto, é nomear ministros 'indemissíveis'; Bolsonaro, assim, vai se tornando uma nova versão de 'presidente decorativo', virtude máxima para o mercado e para 'reacomodações' geopolíticas

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247 - O jornalista Leonardo Sakamoto afirma que Bolsonaro e seu entorno vão se precavendo contra futuras ameaças de corrupção no governo. Nomear Sergio Moro para o governo é como dar um selo prévio Iso 9000 de 'honestidade', uma vez que a despeito da factualidade, Moro carrega essa tarja em sua testa. O perigo, no entanto, é nomear ministros 'indemissíveis'. Bolsonaro, assim, vai se tornando uma nova versão de 'presidente decorativo', virtude máxima para o mercado e para 'reacomodações' geopolíticas. 

Em seu blog, o jornalista diz: "(...) assim, é criada uma justificativa para que denúncias de corrupção envolvendo seu governo não colem tão facilmente. Afinal, Moro, enquanto prepara terreno para saltos ao Supremo Tribunal Federal ou ao próprio Palácio do Planalto, vai ser usado para ''lavagem de marca'' – com Bolsonaro repetindo que a corrupção está sendo combatida pelo ex-juiz, que para ele trabalha. Detalhe: a Controladoria-Geral da União, órgão responsável por combater a corrupção no governo deve ficar sob seu comando. O que é uma aberração, pois a CGU teria que ser independente, inclusive para fiscalizar o ministro da Justiça. Quem vigia os vigilantes?"

E ainda aponta outro série de contradições sobre o 'Escola Sem Partido': "o processo envolve formas de castrar a liberdade de ensino, de programas como o ''Escola sem Senso Crítico'' às intervenções na gestão das universidades. E ações serão tomadas pelo presidente não apenas para dar novo sentido ao período 1964-1985, do qual quer ser continuidade, mas também espalhar medo. O que inclui apontar para as liberdades conquistadas desde a Constituição de 1988 e dizer o quanto a sociedade está corrompida e degradada, precisando de refundação, e o quanto o ''excesso de direitos trabalhistas'' produz crise econômica. A mídia, seja a aliada ou a independente, irão dedicar jornalismo a esse show hipnotizante. Enquanto isso, do lado de dentro do bunker, muito riso".

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