Mídia silencia diante de confissão de Temer sobre impeachment

Jornalista Glenn Greenwald destaca o "muro de silêncio" da imprensa brasileira sobre o discurso feito por Michel Temer a empresários em Nova York em que ele admitiu que o processo de impeachment no Brasil começou quando Dilma recusou implementar o programa de governo do PMDB, Ponte para o Futuro; única exceção a comentar o caso, colunista do Estadão Lúcia Guimarães se recusou a acreditar que Temer disse tal frase e sugeriu que houve edição do vídeo

Jornalista Glenn Greenwald destaca o "muro de silêncio" da imprensa brasileira sobre o discurso feito por Michel Temer a empresários em Nova York em que ele admitiu que o processo de impeachment no Brasil começou quando Dilma recusou implementar o programa de governo do PMDB, Ponte para o Futuro; única exceção a comentar o caso, colunista do Estadão Lúcia Guimarães se recusou a acreditar que Temer disse tal frase e sugeriu que houve edição do vídeo
Jornalista Glenn Greenwald destaca o "muro de silêncio" da imprensa brasileira sobre o discurso feito por Michel Temer a empresários em Nova York em que ele admitiu que o processo de impeachment no Brasil começou quando Dilma recusou implementar o programa de governo do PMDB, Ponte para o Futuro; única exceção a comentar o caso, colunista do Estadão Lúcia Guimarães se recusou a acreditar que Temer disse tal frase e sugeriu que houve edição do vídeo (Foto: Gisele Federicce)


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247 – Depois de o jornalista Inacio Vieira, do site The Intercept, ter denunciado que Michel Temer admitiu, em discurso feito em Nova York, o real motivo do impeachment – Dilma Rousseff não ter aceitado o programa neoliberal do PMDB, Ponte para o Futuro – Glenn Greenwald destaca o "muro de silêncio" da grande mídia sobre o tema.

"O que é ainda mais revelador do que o casual reconhecimento das motivações golpistas de Temer é como a grande mídia brasileira — unida em torno do impeachment — ignorou completamente o comentário do presidente. Literalmente, nenhum dos inúmeros veículos do Grupo Globo, nem o maior jornal do país, Folha, e nenhuma das revistas políticas sequer mencionou os comentários surpreendentes e incriminadores de Temer. Foi imposto um verdadeiro apagão", comenta o jornalista norte-americano, lembrando que o vídeo foi destaque em vários blogs de esquerda.

A única exceção a comentar o caso, escreve Greenwald, foi a colunista do Estadão Lúcia Guimarães, que se recusou a acreditar que Temer tivesse feito tal declaração. "É suspeito um professor de direito constitucional dizer esta frase", publicou a jornalista ontem em seu Twitter. Depois de sugerir que houve edição nas imagens, ela conferiu a íntegra – publicada no próprio site do Palácio do Planalto – e finalmente acreditou.

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Greenwald prossegue em sua indignação: "Imagine a seguinte situação: o recém-empossado presidente de um país admite para uma sala repleta de oligarcas e imperialistas que ele e seu partido deram início ao processo de impeachment da presidente eleita por razões políticas e ideológicas, e não pelos motivos previamente alegados. Toda a grande imprensa brasileira finge que nada aconteceu, se recusa a informar os brasileiros sobre a admissão do presidente e ignora as possíveis repercussões sobre o caso do impeachment".

Leia aqui a íntegra.

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