Mídia que esconde Duran perdeu a vergonha na cara

Cientista político Luis Felipe Miguel criticou o desprezo da mídia em relação às revelações do advogado Rodrigo Tacla Duran no depoimento à CPI da JBS; "A mídia simplesmente ignora. A Folha, por exemplo, baniu Tacla Durán da capa. Deu uma matéria pequena, no meio de página par, sem as acusações centrais a Moro e à Lava Jato. Parece que o sentido do depoimento era defender Michel Temer", diz Miguel em seu Facebook; "O pior: isso nem surpreende. Já faz muito tempo que a mídia brasileira perdeu a vergonha na cara"

Cientista político Luis Felipe Miguel criticou o desprezo da mídia em relação às revelações do advogado Rodrigo Tacla Duran no depoimento à CPI da JBS; "A mídia simplesmente ignora. A Folha, por exemplo, baniu Tacla Durán da capa. Deu uma matéria pequena, no meio de página par, sem as acusações centrais a Moro e à Lava Jato. Parece que o sentido do depoimento era defender Michel Temer", diz Miguel em seu Facebook; "O pior: isso nem surpreende. Já faz muito tempo que a mídia brasileira perdeu a vergonha na cara"
Cientista político Luis Felipe Miguel criticou o desprezo da mídia em relação às revelações do advogado Rodrigo Tacla Duran no depoimento à CPI da JBS; "A mídia simplesmente ignora. A Folha, por exemplo, baniu Tacla Durán da capa. Deu uma matéria pequena, no meio de página par, sem as acusações centrais a Moro e à Lava Jato. Parece que o sentido do depoimento era defender Michel Temer", diz Miguel em seu Facebook; "O pior: isso nem surpreende. Já faz muito tempo que a mídia brasileira perdeu a vergonha na cara" (Foto: Aquiles Lins)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Por Luis Felipe Miguel, em seu Facebook - Vamos supor que, em determinado país, houvesse uma megaoperação judicial destinada a "limpar" a política, liderada por um magistrado alçado à posição de salvador da Pátria. Que dessa operação nascesse a derrubada de uma presidente eleita pelo povo, a denúncia e prisão de inúmeros políticos, empresários e operadores associados e ainda a quase-criminalização do partido que, até então, era o maior daquele país. Que, em consequência do rearranjo de forças assim produzido, o país mergulhasse num momento de acelerado retrocesso nos direitos sociais e nas liberdades, além da desnacionalização da sua economia.

A megaoperação pautou o noticiário da mídia por anos. Manchete após manchete - e foram muitos milhares dela - a mídia contribuiu para criar a aura de heroicidade em torno do tal juiz. Mesmo com eventuais atropelos, endossou a narrativa de que o país estava sendo passado a limpo.

Eis que surge um depoimento, com apresentação de provas materiais, indicando que o tal justiceiro de terno preto age motivado por outros interesses que não a justiça. Que a megaoperação é enviesada de nascença; que seus efeitos políticos não são consequências das investigações, mas, ao contrário, as investigações são orientadas para obter os efeitos políticos desejados. Que há até uma busca de ganhos pessoais pelo círculo do juiz-herói: que ironia, a redezinha de corrupção formada em torno do sacrossanto combate à corrupção. Denúncias que já tinham surgido antes, mas que agora aparecem sustentadas em evidências mais fortes do que a mera aplicação da lógica.

continua após o anúncio

E o que faz a mídia, diante de tamanho plot twist? Investiga o que o depoimento implica? Reavalia o significado da megaoperação judicial? Exige cautela até que as denúncias sejam de fato comprovadas (em desacordo com seu comportamento em casos que envolviam outras personagens, mas tudo bem)? Desacredita o depoimento com base em outros elementos?

Não. A mídia simplesmente ignora. A Folha, por exemplo, baniu Tacla Durán da capa. Deu uma matéria pequena, no meio de página par, sem as acusações centrais a Moro e à Lava Jato. Parece que o sentido do depoimento era defender Michel Temer.

continua após o anúncio

O pior: isso nem surpreende. Já faz muito tempo que a mídia brasileira perdeu a vergonha na cara.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247