Mídia que apoiou o golpe de 2016 "descobre" só agora que Jair Bolsonaro é um projeto de ditadura
Folha, que proibiu seus jornalistas de se referir a ele como "extrema-direita", Estado, que falou da "escolha muito difícil", e Globo, que liderou a campanha golpista, agora veem o Brasil à beira de uma nova ditadura
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247 – Foi assim em 1964 e, de novo, em 2016. A imprensa corporativa brasileira apoiou um golpe de estado contra governos democráticos – lá atrás contra João Goulart e mais recentemente contra Dilma Rousseff – e depois se deu conta de que teria que lidar com ditaduras abertas, projeto que foi explicitado por Jair Bolsonaro neste domingo, ao participar de uma manifestação em defesa de uma intervenção militar e de um novo AI-5.
Nesta segunda-feira, o jornal O Globo, que liderou a campanha golpista pela derrubada de Dilma, em 2016, e pela inabilitação eleitoral de Lula, em 2018, diz que Bolsonaro "ultrapassou todos os limites". A Folha, que proibiu seus jornalistas de se referir a Jair Bolsonaro como representante da "extrema-direita", embora ele assim seja classificado por qualquer analista minimamente sério, aponta em sua manchete que participou de ato "pró-golpe". O mesmo faz o jornal Estado de S. Paulo, que, em 2018, afirmou em editorial que seria uma "escolha muito difícil" optar entre o professor universitário Fernando Haddad e o projeto de ditador Jair Bolsonaro.
A constatação de que o Brasil está à beira de uma ditadura, no entanto, não significa que a mídia corporativa esteja disposta a abraçar a democracia. Os três jornais continuam silenciando as vozes da oposição e seu projeto parece ser o de tentar conter Bolsonaro, para preservar sua agenda neoliberal de destruição de direitos sociais e trabalhistas.
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