Mídia aderiu ao golpe por razões financeiras?

Um levantamento do jornalista Fernando Rodrigues sobre investimentos publicitários do governo federal revela que, no ano passado, houve uma queda acentuada dos gastos em todos os meios à exceção da internet; com isso, a participação do meio digital nos investimentos totais alcançou 12,54% – o que representa um percentual ainda muito inferior à média internacional; no Brasil, a grande distorção ainda é a televisão, que recebe 65% dos investimentos; queda dos gastos na mídia tradicional, especialmente nos veículos impressos, pode ser uma das motivações do golpe contra a presidente Dilma Rousseff; "A mídia corporativa brasileira age como os verdadeiros organizadores dos protestos e como relações-públicas dos partidos de oposição", disse o jornalista Glenn Greenwald

Um levantamento do jornalista Fernando Rodrigues sobre investimentos publicitários do governo federal revela que, no ano passado, houve uma queda acentuada dos gastos em todos os meios à exceção da internet; com isso, a participação do meio digital nos investimentos totais alcançou 12,54% – o que representa um percentual ainda muito inferior à média internacional; no Brasil, a grande distorção ainda é a televisão, que recebe 65% dos investimentos; queda dos gastos na mídia tradicional, especialmente nos veículos impressos, pode ser uma das motivações do golpe contra a presidente Dilma Rousseff; "A mídia corporativa brasileira age como os verdadeiros organizadores dos protestos e como relações-públicas dos partidos de oposição", disse o jornalista Glenn Greenwald
Um levantamento do jornalista Fernando Rodrigues sobre investimentos publicitários do governo federal revela que, no ano passado, houve uma queda acentuada dos gastos em todos os meios à exceção da internet; com isso, a participação do meio digital nos investimentos totais alcançou 12,54% – o que representa um percentual ainda muito inferior à média internacional; no Brasil, a grande distorção ainda é a televisão, que recebe 65% dos investimentos; queda dos gastos na mídia tradicional, especialmente nos veículos impressos, pode ser uma das motivações do golpe contra a presidente Dilma Rousseff; "A mídia corporativa brasileira age como os verdadeiros organizadores dos protestos e como relações-públicas dos partidos de oposição", disse o jornalista Glenn Greenwald (Foto: Aline Lima)


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247 – Um levantamento do jornalista Fernando Rodrigues sobre investimentos publicitários do governo federal e das empresas estatais em 2015 (leia aqui) revela que, no ano passado, houve uma queda acentuada dos gastos em todos os meios à exceção da internet. Enquanto houve uma redução dos investimentos de 25% na televisão, 42,2% nos jornais, 22,7% nas rádios e 44,2% nas revistas, a internet cresceu 11,6%.

Com isso, a participação do meio digital nos investimentos totais alcançou 12,54% – o que representa um percentual muito inferior à média internacional. Nos Estados Unidos, por exemplo, o meio digital abocanha 31,6% dos investimentos totais e já se aproxima da televisão.

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No Brasil, a grande distorção ainda é a televisão, que recebe 65% dos investimentos, enquanto, nos Estados Unidos, a participação é de 37,9%. Meios impressos, lá como aqui, vêm perdendo participação no bolo total, em razão da migração dos leitores para plataformas digitais – sobretudo, os smartphones.

A mídia como parte do golpe

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Em manifestações recentes sobre a crise brasileira, o jornalista Glenn Greenwald descreveu a mídia brasileira como parte integrante do golpe contra a presidente Dilma Rousseff. "A mídia corporativa brasileira age como os verdadeiros organizadores dos protestos e como relações-públicas dos partidos de oposição. Os perfis no Twitter de alguns dos repórteres mais influentes (e ricos) da Rede Globo contém incessantes agitações anti-PT. Quando uma gravação de escuta telefônica de uma conversa entre Dila me Lula vazou essa semana, o programas jornalístico mais influente da Globo, Jornal Nacional, fez seus âncoras relerem teatralmente o diálogo, de forma tão melodramática e em tom de fofoca, que se parecia literalmente com uma novela distante de um jornal, causando ridicularização generalizada nas redes. Durante meses, as quatro principais revistas jornalísticas do Brasil dedicaram capa após a capa a ataques inflamados contra Dilma e Lula, geralmente mostrando fotos dramáticas de um ou de outro, sempre com uma narrativa impactantemente unificada", disse ele.

Também recentemente, o presidente da Abril, Walter Longo, enviou um comunicado interno, apontando que, num governo de Michel Temer, a situação financeira da empresa deve melhorar (leia mais aqui).  

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Confira, abaixo, a evolução dos gastos publicitários governamentais no Brasil:


2013

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TV.............. R$ 1.692,4    64,69%
Jornal......... R$   181,6      6,94%
Rádio......... R$   194,9       7,45%
Revista...... R$   164,2       6,27%
Internet...... R$    170,2       6,50%
Cinema...... R$     14,9        0,56%
Outdoor ..... R$   197,9       7,56%
Total........... R$ 2.616,10    100% 
 
2014
 
TV.............. R$ 1.638,6    66,71%
Jornal......... R$   154,2      6,27%
Rádio......... R$    158,3      6,44%
Revista...... R$     118,9      4,84%
Internet...... R$     209,6      8,53%
Cinema...... R$       9,4       0,38%
Outdoor ..... R$   167,3       6,81%
 
Total........... R$ 2.456,10    100%
 
2015
 
TV.............. R$ 1.229,6    65,94%
Jornal......... R$     89,1      4,77%
Rádio......... R$    122,4      6,56%
Revista...... R$      66,4      3,56%
Internet...... R$     234,0    12,54%
Cinema...... R$       7,9       0,42%
Outdoor ..... R$   115,2       6,17%
 
Total........... R$ 1.864,60    100%

 

Confira, ainda, a evolução dos gastos publicitários totais nos Estados Unidos:

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Fonte: Statista

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