Microsoft compra divisão de celulares da Nokia
Gigante de computadores desembolsou cerca de R$ 17 bilhões pela divisão de dispositivos móveis e patentes da companhia finlandesa, ex-líder mundial do setor. O passo é similar ao que foi recentemente dado pelo Google, criador do sistema operacional Android, na compra da Motorola em 2011
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247 - A Microsoft fechou a compra da divisão de celulares da companhia finlandesa Nokia, ex-líder mundial na venda de aparelhos móveis. A companhia de Bill Gates pagará 5,44 bilhões de euros (cerca de R$ 17 bilhões ou US$ 7,2 bilhões) pela compra da divisão de dispositivos móveis e patentes.
O comunicado detalhou que o executivo-chefe de Nokia, Stephen Elop, deixará seu posto, enquanto a Microsoft - na prática - deverá assumir o controle total da Nokia, que perdeu terreno nos últimos anos diante dos smartphones da Apple e da sul-coreana Samsung.
Ambas as multinacionais esperam que a transação seja confirmada em seu total somente no primeiro trimestre de 2014, logo após a aprovação dos reguladores estatais e dos acionistas.
"É um ambicioso passo para o futuro, uma situação que beneficia ambos os lados, além de empregados, acionistas e consumidores. As duas equipes juntas acelerarão a fração de mercado da Microsoft e seus lucros em telefones", indicou Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft.
O passo dado pela Microsoft é similar ao dado pela Google, criadora do sistema operacional Android, na compra da Motorola em 2011.
"Para a Nokia este é um importante passo para se reinventar, fortalecer sua posição financeira e iniciar um próximo capítulo", indicou no comunicado conjunto Risto Siilasmaa, quem agora aparece como o executivo-chefe provisório da Nokia.
O acordo entre Microsoft e Nokia inclui a transferência de 32 mil empregados à multinacional americana, entre funcionários de gestão, engenharia, manufatura, montagem e distribuição no mundo todo.
No segundo trimestre deste ano, a empresa registrou uma queda na venda de celulares de 27%, além de 5 bilhões de euros de prejuízos acumulados nos últimos nove trimestres.
Com informações da EFE
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