Merval diz que Brasil pode ter situação de ruptura
"Temos presenciado nos últimos tempos radicalizações diversas de ambos os extremos em luta pelo poder. A caravana de Lula foi atingida por tiros, o acampamento em Curitiba, depois de sua prisão, foi atacado por adversários políticos. No outro extremo, Jair Bolsonaro, que cansou de estimular a população a se armar, e chegou a ensinar uma criança a atirar, acabou atingido por um radicalismo aparentemente de fundo religioso, uma novidade perversa na disputa política brasileira", diz o colunista do Globo
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247 – O jornalista Merval Pereira, colunista do Globo, avalia que o ataque a Jair Bolsonaro pode levar a uma situação de ruptura na política brasileira. "A radicalização da política brasileira teve seu ápice até agora com o ataque sofrido ontem pelo candidato à presidência da República Jair Bolsonaro, que lidera a corrida eleitoral quando o quadro real é apresentado ao eleitor, sem a presença de Lula por decisão da justiça eleitoral. É uma situação de ruptura que se agrava pela crise econômica e social do pais", diz ele. "Temos presenciado nos últimos tempos radicalizações diversas de ambos os extremos em luta pelo poder. A caravana de Lula foi atingida por tiros, o acampamento em Curitiba, depois de sua prisão, foi atacado por adversários políticos. No outro extremo, Jair Bolsonaro, que cansou de estimular a população a se armar, e chegou a ensinar uma criança a atirar, acabou atingido por um radicalismo aparentemente de fundo religioso, uma novidade perversa na disputa política brasileira."
"O debate político deixará de girar em torno das últimas tentativas vãs de Lula de concorrer à presidência da República e passará a se centralizar na situação física de Bolsonaro, que dificilmente terá condições de prosseguir na campanha eleitoral. O que, se de um lado reduz sua movimentação, amplia a capacidade de proselitismo. A pesquisa do DataFolha que será divulgada na segunda-feira pode já captar os primeiros movimentos em consequência do atentado ao candidato do PSL, no mesmo momento em que o PT terá que decidir quem substituirá Lula na urna eletrônica", diz ainda Merval.
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