Merval chega ao ápice da desonestidade intelectual

Em artigo publicado neste sábado, o colunista Merval Pereira, do Globo, chega ao desplante de dizer que o cartel dos trens em São Paulo, ao contrário do cartel do chamado 'petrolão', não tem nada a ver com financiamento de campanhas; seria apenas um caso de corrupção de funcionários públicos; alguém precisa lembrá-lo que o grão-tucano Andrea Matarazzo arrecadou recursos junto à Alstom para o caixa dois da reeleição de FHC, em 1998, segundo admitiram os próprios tesoureiros do PSDB

Merval chega ao ápice da desonestidade intelectual
Merval chega ao ápice da desonestidade intelectual


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247 - O colunista Merval Pereira, do Globo, alcançou neste sábado o zênite, o ápice, os píncaros da desonestidade intelectual. No artigo "Corrupção institucionalizada", ele afirmou os cartéis do PSDB, nos trens, são diferentes dos cartéis do PT, no petróleo. Ele afirma que a corrupção tucana nada tem a ver com financiamento de campanhas eleitorais. Leia, abaixo, um trecho:

O desvio de licitações de obras públicas, e a formação de cartéis, sempre foram denunciados e vemos agora em São Paulo, graças à investigações de autoridades suíças, o desmembramento de um cartel que funcionava até recentemente nos governos do PSDB, desde Mario Covas.

Vários executivos de empresas estatais responsáveis pelos transportes públicos, sejam trens ou metrô, foram indiciados, inclusive os atuais presidente e o diretor de operações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Mário Bandeira e José Luiz Lavorente. Apesar de o esquema estar em vigor há muitos anos, não há até o momento nenhuma acusação de que o PSDB montou-o para financiar suas atividades políticas.

continua após o anúncio

O assunto está sendo tratado como um esquema de corrupção tradicional, digamos assim, e o que se deve estranhar é que tenha funcionado durante tanto tempo sem que três governos tucanos nada notassem.

Ao contrário, no petrolão (e já houve a comprovação disso no mensalão) há indicações de que esses esquemas passaram a ser institucionalizados, e o que era área de influência deste ou daquele político ou grupo político passou a obedecer a um esquema mais organizado de financiamento dos partidos políticos.

continua após o anúncio

Para refrescar a memória de Merval, 247 republica reportagem de agosto de 2013, que demonstra como o grão-tucano Andrea Matarazzo arrecadou milhões da Alstom para o caixa dois da reeleição de FHC, em 1998:

PROPINA DA ALSTOM AJUDOU A BANCAR REELEIÇÃO DE FHC

continua após o anúncio

Os R$ 3 milhões arrecadados por Andrea Matarazzo foram usados na contabilidade paralela do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na disputa presidencial de 1998; planilha com o caixa dois foi montada pelo ex-tesoureiro de campanha Luiz Carlos Bresser Pereira, que confirmou o papel de Matarazzo na arrecadação extraoficial; informações fazem parte de denúncias publicadas por (pasmem) a revista Veja e a Folha de S. Paulo; áulicos do PSDB, como Reinaldo Azevedo, se esforçam para dizer que Matarazzo não tinha o "domínio do fato"; para FHC, PT e PSDB não são "farinha do mesmo saco"

13 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 08:51

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247