Mello Franco: Weintraub se tornou o "seu Creysson" do bolsonarismo
"A lambança no Enem é a cara de Weintraub. Ao atacar as universidades públicas, o ministro ofendeu professores e mostrou desprezo pelo ensino superior. Ao escrever coisas como 'imprecionante', 'paralização' e 'suspenção', agrediu o idioma e virou piada entre alunos do ensino fundamental", diz o jornalista Mello Franco
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247 - O jornalista Bernardo Mello Franco, em sua coluna no jornal O Globo, constata que "É 'imprecionante'. Na sexta-feira, o ministro Abraham Weintraub disse ter comandado o 'melhor Enem de todos os tempos'. Horas depois, foi desmentido por quem fez o exame. Pelas redes sociais, estudantes denunciaram erros na correção e no lançamento das notas".
“O aluno respondeu a prova cinza e veio o gabarito da prova amarela”, resumiu o presidente do Inep. Alexandre Lopes é o quarto burocrata a ocupar o cargo em apenas um ano. A alta rotatividade expõe a falta de rumos do MEC no governo Bolsonaro.
"A lambança no Enem é a cara de Weintraub. Ao atacar as universidades públicas, o ministro ofendeu professores e mostrou desprezo pelo ensino superior. Ao escrever coisas como 'imprecionante', 'paralização' e 'suspenção', agrediu o idioma e virou piada entre alunos do ensino fundamental".
"Weintraub se tornou uma espécie de Seu Creysson do bolsonarismo. O personagem do Casseta & Planeta também combinava o ar pretensioso com os erros de português. A diferença entre os dois é que o ministro não tem a menor graça. A cada aparição circense, com ou sem guarda-chuva, só deixa claro que não tem condições para exercer o cargo".
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