Mello Franco: tucanos adotaram tática 'me engana que eu gosto'
O colunista Bernardo Mello Franco questionou a honestidade da nota em que o PSDB pede o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara, em razão de suas contas secretas, por onde já passaram mais de R$ 23 milhões; "Como Cunha já avisou que prefere ficar na cadeira, o efeito prático da nota é nenhum. Mas os tucanos ganharam um pretexto para enrolar a imprensa e rebater as cobranças de que só pedem providência quando a denúncia atinge o governo", diz ele
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247 – O colunista Bernardo Mello Franco questionou a honestidade da nota em que o PSDB pede o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara, em razão de suas contas secretas, por onde já passaram mais de R$ 23 milhões, na coluna Me engana que eu gosto.
"A nota em que a oposição defende o afastamento de Eduardo Cunha merece o prêmio 'Me engana que eu gosto' de 2015. A aliança nunca esteve tão forte, apesar do surgimento de provas contundentes sobre o envolvimento do presidente da Câmara no petrolão", diz ele. "O documento foi divulgado no sábado, para vender a ideia de que PSDB e DEM não sujariam as mãos em socorro ao correntista suíço. No mesmo dia, representantes dos dois partidos se reuniram com ele secretamente para tratar do que os une: o impeachment de Dilma Rousseff."
Mello Franco se referia ao encontro secreto com Carlos Sampaio e Rodrigo Maia para discutir o golpe (saiba mais aqui). "Cunha garantiu apoio para ficar onde está, desde que continue a jogar contra o Planalto", disse ele. "O resultado da conversa foi uma nota envergonhada, sem qualquer referência a desvios na Petrobras ou dinheiro na Suíça."
"Como Cunha já avisou que prefere ficar na cadeira, o efeito prático da nota é nenhum. Mas os tucanos ganharam um pretexto para enrolar a imprensa e rebater as cobranças de que só pedem providência quando a denúncia atinge o governo."
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