Mello Franco: Toffoli não sabe história
O jornalista Bernardo Mello Franco afirma que o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu reescrever a história; Mello Franco diz - sobre Dias Toffoli: "em seu 19º dia no cargo, ele decidiu que não houve golpe militar no Brasil. 'Eu não me refiro mais nem a golpe, nem a revolução de 1964. Eu me refiro a movimento de 1964'"; citado por Toffoli na oportunidade, o historiador Aarão Reis protestou: "chamar o golpe de movimento é uma aberração. Rejeito categoricamente a paternidade dessa ideia, com a qual eu não concordo"
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247 - O jornalista Bernardo Mello Franco afirma que o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu reescrever a história. Mello Franco diz - sobre Dias Toffoli: "em seu 19º dia no cargo, ele decidiu que não houve golpe militar no Brasil. 'Eu não me refiro mais nem a golpe, nem a revolução de 1964. Eu me refiro a movimento de 1964'". Citado por Toffoli na oportunidade, o historiador Aarão Reis protestou: "chamar o golpe de movimento é uma aberração. Rejeito categoricamente a paternidade dessa ideia, com a qual eu não concordo".
Em sua coluna no jornal O Globo, Mello Franco precisa sua leitura sobre o ministro: "em palestra na USP, Toffoli atribuiu ao historiador a avaliação de que a 'tanto para a esquerda, tanto para a direita passou a ser conveniente culpar o regime militar de tudo'. Para Aarão Reis, o ministro distorceu suas palavras e fez uma 'interpretação vesga da História'."
Aarão diz mais: "esse tipo de análise sustenta que os dois lados cometeram excessos. É uma forma de lavar as mãos sobre o que aconteceu. Ao igualar o que não é igual, acaba legitimando a ditadura".
Mello Franco subscreve a visão de Aarão e aprofunda a tese de que Toffoli começou muito mal sua presidência na suprema corte: "o professor lembra que o 'movimento' de Toffoli rasgou a Constituição, derrubou um governo legítimo e submeteu o país a um estado de exceção. 'Ao dizer isso, o ministro recupera uma triste atitude do ministro Ribeiro da Costa, que era presidente do Supremo e apoiou o golpe. Depois ele se arrependeu, mas já era tarde demais', afirma."
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