Mello Franco critica postura de parlamentares do PSL: a bancada do racismo

O jornalista Bernardo Mello Franco critica a postura de dois deputados do PSL, que" fizeram declarações explicitamente discriminatórias". "Eleitos na onda bolsonarista, os nobres deputados têm em quem se espelhar. Em sete mandatos na Câmara, o atual presidente sempre pregou o ódio e a intolerância"



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247 - "O jornalista Bernardo Mello Franco, em sua coluna no Jornal O Globo, afirma que "a imunidade parlamentar existe para garantir o direito à crítica e à liberdade de expressão. Não deve ser usada para proteger políticos que incitam o ódio e cometem crime de racismo".

"Na véspera do Dia da Consciência Negra, dois deputados do PSL fizeram declarações explicitamente discriminatórias. A dupla destilou preconceito a pretexto de explicar por que 75,4% dos mortos em intervenções policiais são negros."

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"A primeira ofensa partiu do deputado Coronel Tadeu, que arrancou e pisoteou uma charge sobre a violência policial. Não foi um ato impulsivo. O parlamentar levou um assessor para filmar a performance e divulgá-la nas redes sociais".

"Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, o deputado-coronel disse que os negros seriam maioria no tráfico de drogas. Por isso, correriam mais risco de morrer nas mãos da PM. “Em confronto com policiais, as (pessoas) que estão no tráfico acabam sendo vitimadas. E aí, se a maioria é negra, o resultado só pode ser esse”.

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O deputado Daniel Silveira, cabo da PM fluminense, reforçou o racismo na tribuna. “Tem mais negros com armas, mais negros no crime e mais negros confrontando a polícia”, disse. “Não venha atribuir à Polícia Militar do Rio as mortes porque um negrozinho bandidinho tem que ser perdoado”, acrescentou.

"Eleitos na onda bolsonarista, os nobres deputados têm em quem se espelhar. Em sete mandatos na Câmara, o atual presidente sempre pregou o ódio e a intolerância sem sofrer qualquer punição. No ano passado, a Procuradoria-Geral da República tentou processá-lo por crime de racismo. Numa só palestra, ele havia insultado quilombolas, indígenas, refugiadas, mulheres e homossexuais."

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