Marona diz que Estadão deu ‘aula de cascata’ com manchete do Huck

"O leitor apressado, como somos quase todos os leitores, pensa: - UAU!, o cara mal insinuou que pode concorrer e já está com 60%! É um fenômeno. Mas, então, o leitor menos preguiçoso resolve ler a notícia nas páginas internas, o que poucos costumam fazer, e descobre, só no meio do texto, que não é bem isso, ou não é nada disso", desmascara o jornalista; "Quem está crescendo na simpatia dos entrevistados, mesmo sendo político e assumidamente candidato, é Lula", ressalta

"O leitor apressado, como somos quase todos os leitores, pensa: - UAU!, o cara mal insinuou que pode concorrer e já está com 60%! É um fenômeno. Mas, então, o leitor menos preguiçoso resolve ler a notícia nas páginas internas, o que poucos costumam fazer, e descobre, só no meio do texto, que não é bem isso, ou não é nada disso", desmascara o jornalista; "Quem está crescendo na simpatia dos entrevistados, mesmo sendo político e assumidamente candidato, é Lula", ressalta
"O leitor apressado, como somos quase todos os leitores, pensa: - UAU!, o cara mal insinuou que pode concorrer e já está com 60%! É um fenômeno. Mas, então, o leitor menos preguiçoso resolve ler a notícia nas páginas internas, o que poucos costumam fazer, e descobre, só no meio do texto, que não é bem isso, ou não é nada disso", desmascara o jornalista; "Quem está crescendo na simpatia dos entrevistados, mesmo sendo político e assumidamente candidato, é Lula", ressalta (Foto: Gisele Federicce)


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Por Mario Marona, em seu Facebook

UMA AULA DE CASCATA NO ESTADÃO:

Primeiro, a manchete que sugere que o apresentador de TV tornou-se, de repente, candidato favorito à presidência:

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"APROVAÇÃO A HUCK DISPARA E
ATINGE 60%, MOSTRA PESQUISA".

O leitor apressado, como somos quase todos os leitores, pensa:

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-- UAU!, o cara mal insinuou que pode concorrer e já está com 60%! É um fenômeno.

Mas, então, o leitor menos preguiçoso resolve ler a notícia nas páginas internas, o que poucos costumam fazer, e descobre, só no meio do texto, que não é bem isso, ou não é nada disso: a pesquisa não é eleitoral, Huck é aprovado apenas como apresentador de TV e, na verdade, quem está crescendo na simpatia dos entrevistados, mesmo sendo político e assumidamente candidato, é Lula.

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Eis as informações que o Estadão esconde na manchete e libera discretamente na página interna. A transcrição do jornal é literal:

(...)
Com isso, Huck passou a ser a personalidade com a melhor avaliação entre as apresentadas pelo Ipsos aos entrevistados. Todos os demais 22 nomes do Barômetro Político deste mês, porém, são do mundo político ou do Poder Judiciário, mais sujeitos ao desgaste do noticiário.

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A pesquisa Ipsos não é de intenção de voto. O que os pesquisadores dizem aos entrevistados é o seguinte: “Agora vou ler o nome de alguns políticos e gostaria de saber se o (a) senhor (a) aprova ou desaprova a maneira como eles vêm atuando no País”.

“Não me surpreende que Luciano Huck tenha melhorado em aprovação”, disse Danilo Cersosimo, diretor do Ipsos. “Esse salto tem muito a ver com o fato de seu nome ter sido cogitado como candidato e de ele próprio ter dado indícios de que gostaria de concorrer. Mas o ponto é se isso vai se converter em votos. Se a eleição fosse hoje, ele teria um desempenho razoável, mas não esse cacife todo.”

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Para Cersosimo, por mais que Huck seja simpático para uma parcela considerável da opinião pública, seus indicadores de aprovação não diferem muito dos de outras celebridades televisivas.

“As pessoas estão avaliando um Luciano Huck que aparece há 15 ou 20 anos na televisão”, observou o diretor do Ipsos. “Ele não tem a imagem desgastada por embates políticos, ainda não foi testado em um debate, por exemplo.”

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Entre os presidenciáveis, o primeiro a aparecer no ranking de aprovação do Barômetro Político, depois de Huck, é Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 43% de avaliação positiva e 56% de negativa. As taxas do ex-presidente estão em tendência de melhora paulatina desde junho. A eventual candidatura de Lula, porém, depende da Justiça – uma condenação em segunda instância pode inviabilizar legalmente sua participação na campanha.
(...)

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