Mário Magalhães questiona reação da imprensa aos ataques de Bolsonaro
O jornalista Mário Magalhães observa que jair Boslonaor continua atacando a imprensa mesmo após ter sido eleito, dando sequência a uma série de ataques que vem se intensificando cada vez mais, apesar da imprensa não reagir à altura das ameaças que vem sofrendo; "Os vitupérios de Bolsonaro não arrefeceram quando a campanha terminou. A virulência oferece indícios de como o candidato triunfante agirá, no Planalto, com a imprensa. Ignora-se, todavia, como a imprensa se comportará em relação a ele", observa
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247 - O jornalista Mário Magalhães observa que jair Boslonaor continua atacando a imprensa mesmo após ter sido eleito, dando sequência a uma série de ataques que vem se intensificando cada vez mais, apesar da imprensa não reagir à altura das ameaças que vem sofrendo. No artigo, publicado no The Intercept Brasil, Magalhães relembra que poucas horas após o jornal O Estado de S. Paulo publicar um editorial elogioso a Bolsonaro, ele barrou jornalistas do veículo em sua primeira entrevista coletiva como presidente eleito. “Também foram vetados repórteres dos jornais Folha de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico, da rádio CBN e da Empresa Brasil de Comunicação (à qual se vincula a TV Brasil, que Bolsonaro pretende extinguir ou privatizar)”, observa.
“Os vitupérios de Bolsonaro não arrefeceram quando a campanha terminou. A virulência oferece indícios de como o candidato triunfante agirá, no Planalto, com a imprensa. Ignora-se, todavia, como a imprensa se comportará em relação a ele. Para a democracia, não se trata de especulação diletante, mas de aspecto decisivo”, afirma. Se cabe ao jornalismo fiscalizar o poder, noticiando o que os poderosos conspiram para manter em segredo, a dita “harmonia entre imprensa e poder” é socialmente degradante”, completa.
“Altivez jornalística não equivale a impregnar frases com palavras em caps lock, pontos de exclamação e gritos destemperados, retrucando Bolsonaro no mesmo tom. Implica sobretudo informar, descobrindo e contando o que é relevante e oculto no poder. Para impor sua realidade paralela, construída com invencionices disseminadas digitalmente, o presidente tentará fragilizar, desqualificar e no limite eliminar o jornalismo profissional que se mantiver independente dele. A caça às bruxas já está em curso”, avalia.
Leia a íntegra no The Intercept Brasil.
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