Marilene Felinto: Como Graciliano, Lula é refém do populismo penal
A escritora Marilene Felinto lembra que, neste domingo (27), é o aniversário de Graciliano Ramos, assim como o do ex-presidente Lula. "Outras aproximações que impressionam: presos ilegalmente, vivenciaram (e Lula vivencia ainda) a brutalidade do Estado autoritário, sem nenhuma legitimidade moral ou política, tão comum na história brasileira", destaca
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247 - A escritora Marilene Felinto lembra que, neste domingo (27), é o aniversário de Graciliano Ramos, assim como o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Graciliano virou eterno. E Lula, guerreiro, continua na frente de batalha. Parabéns", diz ela em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo.
"Outras aproximações que impressionam: presos ilegalmente, vivenciaram (e Lula vivencia ainda) a brutalidade do Estado autoritário, sem nenhuma legitimidade moral ou política, tão comum na história brasileira", destaca.
Em seu texto, a escritora critica o que chama de "populismo penal". "A solução penal rápida, ainda que anticonstitucional, que opere no imaginário coletivo como 'eficiência', como 'limpeza' na política", continua.
"Quem não se lembra dos soldados armados de metralhadoras quando da liberação de Lula para o enterro do neto, em março do corrente ano? Aquele show bélico, reproduzido ao vivo e sem contestação pela mídia, legitimava o poder punitivo de um 'Estado mínimo na afirmação de direitos e máximo no controle penal', como escreve Marcus de Melo Gomes".
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