"Levy executará política econômica formulada por Dilma"

Quem diz isso é a jornalista Helena Sthephanowitz, em texto publicado neste sábado (29), na Rede Brasil Atual; "a mídia tradicional insufla reação inicial das bases populares que apoiam Dilma, insinuando que ela faria um governo parecido com o prometido por Aécio na área econômica", mas, ressalta ela, "esta visão é falsa"; e diz mais: "Dilma, que sempre exerceu de fato a profissão de economista é ela mesma a formuladora da política econômica. O futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy será quem porá as medidas em prática", frisa

Quem diz isso é a jornalista Helena Sthephanowitz, em texto publicado neste sábado (29), na Rede Brasil Atual; "a mídia tradicional insufla reação inicial das bases populares que apoiam Dilma, insinuando que ela faria um governo parecido com o prometido por Aécio na área econômica", mas, ressalta ela, "esta visão é falsa"; e diz mais: "Dilma, que sempre exerceu de fato a profissão de economista é ela mesma a formuladora da política econômica. O futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy será quem porá as medidas em prática", frisa
Quem diz isso é a jornalista Helena Sthephanowitz, em texto publicado neste sábado (29), na Rede Brasil Atual; "a mídia tradicional insufla reação inicial das bases populares que apoiam Dilma, insinuando que ela faria um governo parecido com o prometido por Aécio na área econômica", mas, ressalta ela, "esta visão é falsa"; e diz mais: "Dilma, que sempre exerceu de fato a profissão de economista é ela mesma a formuladora da política econômica. O futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy será quem porá as medidas em prática", frisa (Foto: Valter Lima)


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247 - A jornalista Helena Sthephanowitz afirma em texto para a Rede Brasil Atual, publicado neste sábado (29), que "a mídia tradicional insufla reação inicial das bases populares que apoiam Dilma, insinuando que ela faria um governo parecido com o prometido por Aécio na área econômica", mas, ressalta ela, "esta visão é falsa".

Sthephanowitz encara a escolha da presidente por Joaquim Levy para a Fazenda como a escolha de alguém com perfil austero e ortodoxo para "adotar medidas que contrariem alguns interesses empresariais e do mercado financeiro, como "desmamar" das tetas do Estado setores que recebem incentivos e já não dão o retorno socioeconômico esperado, enquanto preservam-se conquistas sociais". "Fica mais difícil dos grandes grupos econômicos "desmamados" reclamarem de decisões "técnicas" que eles mesmos pregaram", pontua.

A jornalista diz ainda que "Dilma, que sempre exerceu de fato a profissão de economista é ela mesma a formuladora da política econômica que, ressalte-se, foi debatida com a sociedade durante a campanha eleitoral". "O futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, assim como os outros ministros da área, serão os que porão as medidas em prática", frisa.

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Abaixo o texto na íntegra:

Para 'desmamar' oligarquias, Levy funciona melhor fazendo o mesmo que Mantega faria

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É curioso como política às vezes é feita com sinais trocados. Se fosse para adotar "medidas amargas" contra o trabalhador, um nome para o ministério da Fazenda mais ligado ao petismo enfrentaria menos resistência popular para implementá-las. Se for para adotar medidas que contrariem alguns interesses empresariais e do mercado financeiro, como "desmamar" das tetas do Estado setores que recebem incentivos e já não dão o retorno socioeconômico esperado, enquanto preservam-se conquistas sociais, nada melhor do que um ministro da Fazenda com fama e perfil de técnico austero e ortodoxo.

Fica mais difícil dos grandes grupos econômicos "desmamados" reclamarem de decisões "técnicas" que eles mesmos pregaram.

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Houve reação inicial das bases políticas mais populares que apoiam Dilma Rousseff, insufladas pela mídia oposicionista, insinuando que ela faria o governo prometido por Aécio Neves (PSDB). É uma visão falsa.

No caso tucano, Armínio Fraga, seria "o" formulador econômico de Aécio, seu eventual ministro da Fazenda seria uma espécie de czar na economia – redução dos bancos públicos, achatamento salarial e privatizações estiveram em sua agenda desde sempre.

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Dilma, que sempre exerceu de fato a profissão de economista é ela mesma a formuladora da política econômica que, ressalte-se, foi debatida com a sociedade durante a campanha eleitoral. O futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, assim como os outros ministros da área, serão os que porão as medidas em prática.

Pelas primeiras declarações de Levy – admitindo preservar conquistas sociais, negando haver a crise que o noticiário oposicionista vem insistindo em manter nas manchetes, e afirmando que os ajustes serão suaves – presume-se sem muita dificuldade que ele não fará nada substancialmente diferente do que o atual ministro Guido Mantega faria se continuasse no cargo.

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A diferença é que, fazendo a mesma coisa, será elogiado por uns e menos criticado por outros, enquanto Mantega seria massacrado por qualquer coisa que fizesse – por conta da campanha contra encampada pela mídia, a gosto do mercado.

Ações econômicas que precisam ser tomadas estão mais do que mapeadas, tanto pelo monitoramento constante do dia a dia de quem está dirigindo a economia do país, como pelo pacto formado na campanha eleitoral com os anseios populares.

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São medidas econômicas necessárias: preservar e gerar empregos, renda, programas sociais, investimentos, aumentar o crescimento econômico, reduzir juros e a inflação. Os instrumentos para isso também são conhecidos e Guido Mantega já os usou em vários anos em que esteve à frente da Fazenda.

Tido como austero nos cortes quando foi Secretário do Tesouro Nacional no primeiro governo Lula, Levy adiantou ter como meta um superávit primário de 1,2% do PIB em 2015, e 2% em 2016 e 2017, anos em que há previsão de maior crescimento econômico, com consequente aumento da arrecadação.

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São números relativamente tranquilos de se cumprir sem comprometer conquistas sociais, e suficientes para criar ambiente econômico favorável à queda de juros, ao investimento privado e ao crescimento econômico, com consequente aumento de arrecadação, levando recursos para a área social. Mantega já fez superávits bem superiores na maioria dos anos que esteve à frente da Fazenda.

Outra meta que o novo ministro terá é aumentar a arrecadação. Em 2014, com a desaceleração das atividades econômicas, com desonerações fiscais, e com uma quase "greve" de investimentos por empresários brasileiros, a arrecadação ficou aquém da esperada. Como se não bastasse, até decisões judiciais desfavoráveis no Supremo Tribunal Federal, em ações contestatórias sobre normas de cobrança de impostos, prejudicaram a arrecadação.

O ex-governador de São Paulo Claudio Lembo, um liberal convicto disse anos atrás: "Nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca. A bolsa da burguesia vai ter que ser aberta para poder sustentar a miséria social brasileira no sentido de haver mais empregos, mais educação, mais solidariedade, mais diálogo e reciprocidade de situações."

Quando foi secretário de Fazenda do Rio de Janeiro, Levy aumentou bastante a arrecadação daquele estado, para contrariedade dos neoliberais, que só falam em cortar impostos, inclusive dos setores mais ricos e lucrativos com privilegiada capacidade contributiva.

Para abrir a bolsa da burguesia, como disse Lembo, hoje um nome como Levy no ministério da Fazenda funciona melhor do que alguém como Mantega, mesmo que os dois façam exatamente a mesma coisa.

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