Levantamento desvenda rede bolsonarista de artilharia nas redes

Levantamento realizado pela Laboratório de Estudos e Imagem de Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para o jornal O Globo mostra detalhes da atuação da rede de apoio ao presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais; "Os dados revelam que perfis atuam deliberadamente tentando impor uma narrativa em relação aos fatos. Como essa rede parece não ser 100% orgânica, isso leva a crer que há um mecanismo forte agindo por trás dessa máquina", afirma Sergio Denicoli, diretor de Big Data da AP/Exata

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247 - Levantamento realizado pela Laboratório de Estudos e Imagem de Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para o jornal O Globo mostra detalhes da atuação da rede de apoio ao presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais. 

Segundo o estudo, entre os 4 milhões de seguidores do presidente Jair Bolsonaro no Twitter, o perfil @gomes28774783 já chegou a fazer 16 tuítes em um minuto. Do dia 9 ao 27 deste mês, foi responsável por 3.170 publicações, o que dá uma média de uma a cada dez minutos.

O perfil @gomes28774783 faz parte de um grupo de apoiadores de Bolsonaro no Twitter com participação ativa, no último mês, em três casos: ataque ao jornal "O Estado de S. Paulo" com base em uma declaração falsa atribuída a uma repórter, na ofensiva contra a nomeação da cientista política Ilona Szabó para um conselho do Ministério da Justiça, e na defesa da atuação de Bolsonaro na viagem aos Estados Unidos.

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"Os dados revelam que perfis atuam deliberadamente tentando impor uma narrativa em relação aos fatos. Como essa rede parece não ser 100% orgânica, ou seja, não é uma rede plenamente espontânea, isso leva a crer que há um mecanismo forte agindo por trás dessa máquina", afirma Sergio Denicoli, diretor de Big Data da AP/Exata, empresa especializada em análise de redes sociais.

Para Pedro Bruzzi, da startup Arquimedes, que faz análise do comportamento de usuários da internet, o núcleo de apoiadores pode ter o auxílio de robôs. "Quando esse grupo trabalha unido, ele tem capacidade para transformar qualquer pauta em assunto mais comentado. É possível que haja robôs, mas a gente não tem como afirmar isso", diz ele. 

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