Leandro Fortes: Wyllys é alvo de 'linchamento ideológico'

O jornalista Leandro Fortes criticou a repercussão à palestra do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) na Universidade Hebraica de Jerusalém, convidado para debater sobre antissemitismo e outras formas de ódio, como homofobia; "É de se imaginar o quanto estão se divertindo malafaias e cunhas com essa histeria ideológica desencadeada a partir da decisão do deputado do PSOL do Rio de Janeiro em ir a Israel discutir, entre outras questões, a opressão aos palestinos", afirma; para Fortes, Wyllys não está sendo alvo de uma crítica racional, "mas de um linchamento ideológico de parte da esquerda brasileira afetada por seu protagonismo"

O jornalista Leandro Fortes criticou a repercussão à palestra do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) na Universidade Hebraica de Jerusalém, convidado para debater sobre antissemitismo e outras formas de ódio, como homofobia; "É de se imaginar o quanto estão se divertindo malafaias e cunhas com essa histeria ideológica desencadeada a partir da decisão do deputado do PSOL do Rio de Janeiro em ir a Israel discutir, entre outras questões, a opressão aos palestinos", afirma; para Fortes, Wyllys não está sendo alvo de uma crítica racional, "mas de um linchamento ideológico de parte da esquerda brasileira afetada por seu protagonismo"
O jornalista Leandro Fortes criticou a repercussão à palestra do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) na Universidade Hebraica de Jerusalém, convidado para debater sobre antissemitismo e outras formas de ódio, como homofobia; "É de se imaginar o quanto estão se divertindo malafaias e cunhas com essa histeria ideológica desencadeada a partir da decisão do deputado do PSOL do Rio de Janeiro em ir a Israel discutir, entre outras questões, a opressão aos palestinos", afirma; para Fortes, Wyllys não está sendo alvo de uma crítica racional, "mas de um linchamento ideológico de parte da esquerda brasileira afetada por seu protagonismo" (Foto: Aquiles Lins)


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Por Leandro Fortes - O deputado Jean Wyllys foi ministrar uma palestra na Universidade Hebraica de Jerusalém, chamado para debater sobre antissemitismo, racismo, homofobia e outras formas de ódio e preconceito e suas relações com a política contemporânea.

Jean costuma ser chamado de muita coisa – veado, pederasta, aberração, inimigo da família, imoral, indecente, comunista.

Afinal, Jean é duplamente pecador aos olhos da Casa Grande e dessa classe média odiosa que vive em suas varandas: é gay assumido e esquerdista. Não foram poucas as vezes que ele foi, inclusive, ameaçado de morte por uma e por outra razão, quando não pelas duas.
E, agora, com a ajuda de gente de esquerda, gente que deveria agradecê-lo pela coragem com que defende bandeiras muito caras à civilização brasileira, Jean também está sendo chamado de traidor do povo palestino.

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É de se imaginar o quanto estão se divertindo malafaias e cunhas com essa histeria ideológica desencadeada a partir da decisão do deputado do PSOL do Rio de Janeiro em ir a Israel discutir, entre outras questões, a opressão aos palestinos.

O fato é que há muito pouco de Palestina nessa história, e muito de ressentimento e inveja. É como se, agora, certos setores da esquerda brasileira estivessem satisfazendo um secreto desejo de vingança contra a petulância de um ex-BBB que, ano após ano, é apontado por jornalistas e pares como o mais brilhante parlamentar de sua geração.

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O fato de Jean Wyllys, porta-voz inflexível dos direitos humanos, ter ido a Israel não é, nem de longe, um gesto de apoio ao genocídio palestino perpetrado por Israel. Não é, de forma alguma, um alinhamento ao inaceitável terrorismo de Estado perpetrado pelos judeus contra os árabes daquela região.

Até porque Jean gostaria de também visitar os países islâmicos oprimidos por Israel, não fosse essa uma tarefa impossível: na maior parte deles, o deputado seria preso e executado por ser gay.

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Jean não está sendo alvo de uma crítica racional, mas de um linchamento ideológico de parte da esquerda brasileira afetada por seu protagonismo.
Não contem comigo nessa empreitada, pois.

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