Le Monde: condenação de Cunha complica futuro de Temer

Segundo o respeitado jornal francês, mesmo condenado a 15 anos de prisão, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) ainda pode protagonizar novas polêmicas e reviravoltas, se resolver colaborar com a justiça e entregar 'cúmplices' — o que poderia comprometer Michel Temer, também alvo da Operação Lava Jato

Segundo o respeitado jornal francês, mesmo condenado a 15 anos de prisão, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) ainda pode protagonizar novas polêmicas e reviravoltas, se resolver colaborar com a justiça e entregar 'cúmplices' — o que poderia comprometer Michel Temer, também alvo da Operação Lava Jato
Segundo o respeitado jornal francês, mesmo condenado a 15 anos de prisão, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) ainda pode protagonizar novas polêmicas e reviravoltas, se resolver colaborar com a justiça e entregar 'cúmplices' — o que poderia comprometer Michel Temer, também alvo da Operação Lava Jato (Foto: Aquiles Lins)


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Rádio França Internacional - A condenação do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, na quinta-feira (30), a 15 anos e quatro meses de prisão teve repercussão na França. Para o jornal Le Monde, a decisão do juiz Sérgio Moro deve enterrar a carreira política de Cunha.

Segundo o respeitado jornal francês, o ex-presidente da Câmara ainda pode protagonizar novas polêmicas e reviravoltas, se resolver colaborar com a justiça e entregar 'cúmplices' — o que poderia comprometer o presidente Michel Temer, também alvo da Operação Lava Jato. Ao avaliar a condenação pelos crimes de corrupção, de lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas, Le Monde considera "severa" a sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro.

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A correspondente em São Paulo, Claire Gatinois, descreve Cunha como um "político habilidoso, experiente em complôs e desavergonhado, louco por dinheiro e poder". Ainda lembra que "ele orquestrou a queda da ex-presidente Dilma Rousseff", no ano passado, e foi durante muitos anos uma "figura de segundo escalão na Câmara". O prestígio do político cresceu em 2015, "quando ele saiu da sombra de um partido aliado ao PT e passou a ser apoiado pela chamada bancada 'BBB', do boi, da bíblia e da bala", grupo que reúne os blocos ruralista, evangélico e da segurança pública na Câmara.

Em um dos trechos transcritos da sentença de Moro, o juiz afirma que "não existe ofensa mais grave do que a de um homem que trai um mandato parlamentar e a confiança sagrada que o povo depositou nele". La Monde assinala que para obter uma redução da pena, Cunha pode decidir colaborar com a Justiça e atingir diretamente o presidente Michel Temer, também suspeito de irregularidades nas investigações da Lava Jato.

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Um das condenações por corrupção passiva se deve ao recebimento "ilegal" de 1,3 milhão de francos suíços (US$ 1,5 milhão) por ter mediado a aquisição por parte da Petrobras dos direitos de exploração em um campo petrolífero em Benin, na África.

Cunha, de 58 anos, estava em prisão preventiva desde outubro de 2016. Seus advogados anunciaram que apelarão da sentença, mas ainda assim deverá permanecer recluso, segundo determinou Moro, responsável em primeira instância da Operação Lava Jato.

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