Laurindo Leal aponta as novas investidas do governo Temer contra a comunicação pública

Em texto publicado na Rede Brasil Atual, o jornalista Laurindo Leal reforça que "a mais recente investida contra a EBC foi a aprovação pelo Conselho de Administração da empresa de um 'realinhamento estratégico' determinando que a Agência Brasil passe a oferecer apenas noticiário estatal"

Em texto publicado na Rede Brasil Atual, o jornalista Laurindo Leal reforça que "a mais recente investida contra a EBC foi a aprovação pelo Conselho de Administração da empresa de um 'realinhamento estratégico' determinando que a Agência Brasil passe a oferecer apenas noticiário estatal"
Em texto publicado na Rede Brasil Atual, o jornalista Laurindo Leal reforça que "a mais recente investida contra a EBC foi a aprovação pelo Conselho de Administração da empresa de um 'realinhamento estratégico' determinando que a Agência Brasil passe a oferecer apenas noticiário estatal" (Foto: Leonardo Lucena)


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247 - Em texto publicado na Rede Brasil Atual, o jornalista Laurindo Leal reforça que "a mais recente investida contra a EBC foi a aprovação pelo Conselho de Administração da empresa de um 'realinhamento estratégico' determinando que a Agência Brasil passe a oferecer apenas noticiário estatal. Decisão que aprofunda o desmanche da comunicação pública iniciado a partir da extinção do Conselho Curador da EBC e da exoneração do seu presidente, detentor de um mandato de quatro anos. Medidas tomadas imediatamente após o golpe que destituiu do poder a presidenta Dilma Rousseff".

"O Conselho era o instrumento que garantia o caráter público da empresa, tendo 22 integrantes, sendo 15 indicados pela sociedade, quatro representantes do governo federal, um da Câmara dos Deputados, um do Senado e um dos funcionários da empresa. Ao Conselho cabia emitir as diretrizes gerais de toda a programação produzida pelos veículos da EBC, além de realizar consultas para a indicação à Presidência da República de nomes para ocupar o cargo de presidente da empresa. Só o Conselho tinha o poder, em determinadas circunstâncias de demiti-lo. Mas o mais importante estava na sua composição, que respeitava a diversidade geográfica do país e dava espaço às mulheres, aos negros, às pessoas com deficiência, aos índios. Eram as aspirações da sociedade presentes na comunicação pública, com ampla diversidade", continua.

O jornalista complementa, dizendo que "a EBC passou a ser uma agência de notícias governamental". "Destruída em nível federal a comunicação pública ainda possui uma chance de ressurgir, pelo menos em parte do país. O jornalista Beto Almeida, integrante da TV Comunitária de Brasília apresentou proposta em reunião do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação) para a formação de uma rede de emissoras de televisão controladas atualmente por sete governos estaduais progressistas (Acre, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba e Piauí). A elas poderiam se somar emissoras municipais, universitárias e comunitárias formando um conjunto capaz de romper, ainda que em parte, o bloqueio informativo imposto pela mídia corporativa. Decisão que não depende de leis e de grandes investimentos. Só são necessárias vontade e articulação política".

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