Kotscho: prisão dos réus não respinga nas eleições

Para colunista, mesmo após as condenações dos dirigentes petistas na AP 470, a presidente Dilma manteve altos índices de aprovação do seu governo e continua sendo a favorita para vencer as eleições do próximo ano

Para colunista, mesmo após as condenações dos dirigentes petistas na AP 470, a presidente Dilma manteve altos índices de aprovação do seu governo e continua sendo a favorita para vencer as eleições do próximo ano
Para colunista, mesmo após as condenações dos dirigentes petistas na AP 470, a presidente Dilma manteve altos índices de aprovação do seu governo e continua sendo a favorita para vencer as eleições do próximo ano (Foto: Roberta Namour)


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247 – Em seu blog, Ricardo Kotscho diz que a execução de penas dos réus da AP 470 não impacta, em nada, o caminho de Dilma Rousseff rumo à reeleição. Leia:

Prisões do mensalão não deverão influir nas eleições de 2014

Pela primeira vez na nossa história jurídica e política, tantos políticos foram julgados e condenados à prisão em sessões do Supremo Tribunal Federal transmitidas ao vivo pela televisão ao longo de um ano e meio.

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Entre eles, está toda a antiga cúpula do PT no primeiro governo Lula, que ainda terá direito a novo julgamento dos embargos infringentes em 2014, mas já deverá começar a cumprir suas penas em regime semiaberto, como ficou definido nesta quarta-feira, ao final da mais confusa sessão do mais longo julgamento do STF.

Não acredito, porém, que esta decisão tenha consequências político-eleitorais, ao contrário do que esperam a grande mídia e seus comentaristas militantes, que passaram este tempo todo tentando influenciar a decisão dos ministros para que as penas fossem as maiores possíveis e pressionaram o STF até a véspera para decretar imediatamente as prisões.

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Já não teve consequências em 2006, quando Lula foi reeleito para um segundo mandato, mesmo após a aceitação da denúncia do mensalão pelo STF.

Não teve em 2010, quando Lula elegeu sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, depois de alcançar os mais altos índices de aprovação de um governo em toda a nossa história.

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E não teve nas eleições municipais do ano passado, no auge do julgamento do mensalão, que coincidiu com a campanha, quando o PT saiu das urnas como o partido mais votado do país.

Mesmo após as condenações dos dirigentes petistas, a presidente Dilma manteve altos índices de aprovação do seu governo e continua sendo a favorita para vencer as eleições do próximo ano.

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Nem o PSDB acredita mais que o mensalão possa ser utilizado como arma política nas eleições, como reconheceu outro dia o marqueteiro da campanha de Aécio Neves, um dos pré-candidatos tucanos.

O julgamento do mensalão é uma página histórica, mas é uma página virada.

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Vida que segue. Bom feriadão a todos.

Em tempo: depois que publiquei este texto, recebi o seguinte comentário do leitor Sergio Pinto, às 10h59: "Quanto ao mensalão dos tucanos, alguém ainda tem alguma expectativa de que ele virá a ser julgado antes da prescrição dos crimes ou da prescrição de culpa pela idade dos indiciados?"

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Podem enviar suas respostas para o Balaio.

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