Kotscho: pressa para punir Lula põe eleição sub judice
O jornalista Ricardo Kotscho afirmou nesta quarta-feira, 13, que a campanha presidencial do próximo ano deverá se transformar numa guerra judicial envolvendo o ex-presidente Lula; "Quem quer ver Lula condenado e preso alega que a última palavra é sempre da Justiça, que não pode se submeter a injunções políticas, como se isso fosse possível. O que se discute agora é qual poderá ser a dimensão da reação popular se isto realmente acontecer. Com os movimentos sociais e sindicais em refluxo, e as esquerdas divididas entre vários candidatos, quanto mais demorar a decisão da Justiça, menor será a capacidade de reverter nas ruas a decisão dos tribunais", diz ele
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247 - O jornalista Ricardo Kotscho afirmou nesta quarta-feira, 13, que a campanha presidencial do próximo ano deverá se transformar numa guerra judicial envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para ele, depois que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) provavelmente confirmar a condenação de Lula no dia 24 de janeiro, o que menos interessará na história são os autos do processo do triplex do Guarujá, os argumentos da defesa e da acusação, "pois todas as cartas já foram antecipadamente jogadas".
"Nos tribunais superiores, todo mundo já tem também sua opinião formada. Na terça-feira, o ministro Gilmar Mendes, diretamente de Washington, onde está participando de mais um simpósio, já deu seu veredito: Lula tem que ser condenado e, se possível, preso. Quem defende Lula sabe que a parada será dura: 'Eles não teriam feito tudo o que fizeram na Lava Jato para depois deixar Lula ser candidato'", diz Kotscho.
"Quem quer ver Lula condenado e preso alega que a última palavra é sempre da Justiça, que não pode se submeter a injunções políticas, como se isso fosse possível. O que se discute agora é qual poderá ser a dimensão da reação popular se isto realmente acontecer. Com os movimentos sociais e sindicais em refluxo, e as esquerdas divididas entre vários candidatos, quanto mais demorar a decisão da Justiça, menor será a capacidade de reverter nas ruas a decisão dos tribunais", acrescenta o jornalista.
Leia o texto na íntegra no Balaio do Kotscho.
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