Kotscho: ‘Meirelles e Alckmin disputam legado de Temer. Só faltam os votos’
Jornalista Ricardo Kotscho reforça que, "com discursos muito semelhantes na defesa do legado de reformas do governo Temer, o governador Geraldo Alckmin e o ministro Henrique Meirelles lançaram neste final de ano suas candidaturas à sucessão em 2018", mas ambos "enfrentam o mesmo problema: a falta de votos"; "O grande desafio dos dois é enfrentar a memória dos bons tempos dos governos de Lula, em contraste com as atuais dificuldades da população mais carente, que embala os números do ex-presidente nas pesquisas", diz
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247 - Jornalista Ricardo Kotscho reforça que, "com discursos muito semelhantes na defesa do legado de reformas do governo Temer, o governador Geraldo Alckmin e o ministro Henrique Meirelles lançaram neste final de ano suas candidaturas à sucessão em 2018". "Ambos se posicionam contra os extremos, quer dizer, Lula e Bolsonaro, que lideram com folga as pesquisas, na tentativa de se apresentarem como o candidato do centro governista sonhado pelo mercado, depois das desistências de João Doria e Luciano Huck, mas enfrentam o mesmo problema: a falta de votos", diz o jornalista.
"Cada vez mais desenvolto no papel de pré-candidato, o ministro da Fazenda ocupou praticamente todo o programa politico do PSD e almoçou com jornalistas políticos na quinta-feira já falando como candidato. Nada disse de novo além de fazer a defesa enfática da política econômica de um governo que é rejeitado pela ampla maioria da população", acrescenta.
O jornalista reforça que, embora afirme estar 'totalmente concentrado' no trabalho de Ministro da Fazenda e faça a 'defesa explícita do governo que está tendo coragem de fazer reformas e do qual eu faço parte', em nenhum momento Meirelles citou o nome de Temer em seu pronunciamento na TV".
"Neste teatro de faz de conta, os dois querem ter os bônus e não os ônus de apoiar um governo impopular que joga todas suas fichas na recuperação econômica nos próximos três meses. A preços de hoje, com Alckmin empacado entre 5% e 6% nas pesquisas e Meirelles oscilando entre 1% e 2%, disputando a mesma faixa do eleitorado, sem que haja no horizonte um novo Plano Real, fica difícil reeditar o fenômeno Fernando Henrique Cardoso, que saiu do Ministério da Fazenda de Itamar Franco direto para ocupar seu lugar no Palácio do Planalto".
"O grande desafio dos dois é enfrentar a memória dos bons tempos dos governos de Lula, em contraste com as atuais dificuldades da população mais carente, que embala os números do ex-presidente nas pesquisas".
Leia a íntegra no Balaio do Kotscho
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